Motoristas e cobradores de ônibus de Teresina voltaram a ameaçar paralisar o transporte coletivo da capital após o fracasso nas negociações salariais com os empresários do setor. A categoria marcou uma nova assembleia geral para a tarde desta segunda-feira (25).
O principal impasse envolve a aplicação do reajuste salarial de 5,35%. As empresas defendem que o aumento seja calculado sobre o salário pago aos cobradores em 2025, no valor de R$ 1.602. Já o sindicato dos trabalhadores exige que o reajuste seja aplicado sobre o salário atual da categoria, de R$ 1.621.
Outro ponto de divergência é a proposta dos empresários de encerrar a contratação de novos cobradores em caso de ampliação da frota. A ideia é que os motoristas passem a acumular também a função de cobrador.
Negociação terminou sem consenso
A quinta rodada de negociação entre empresários e trabalhadores terminou sem acordo. As tratativas foram mediadas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Justiça do Trabalho.
No último sábado, havia sido divulgado que motoristas e cobradores tinham chegado a um entendimento com as empresas, suspendendo a greve prevista para começar nesta segunda-feira.
Na ocasião, o acordo previa:
- reajuste salarial de 5,35%;
- ticket alimentação de R$ 800;
- auxílio de R$ 150 para o plano de saúde.
O entendimento seria homologado em reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, na zona Leste de Teresina.
TRT e MPT acompanham negociações
As negociações seguem sendo acompanhadas pelo Ministério Público do Trabalho e pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, Téssio Torres, que atua na tentativa de evitar uma nova paralisação do sistema de transporte público da capital.
A expectativa é que a assembleia desta segunda-feira defina os próximos passos da categoria.