A atleta de Jiu-Jitsu e instrutora de defesa pessoal Yasmim Vasconcelos destacou a importância das artes marciais para a proteção das mulheres durante entrevista ao Podcast Mulher Mais. Aos 18 anos, ela compartilhou sua trajetória no esporte, deu orientações sobre como agir em situações de risco e incentivou mulheres de todas as idades a praticarem alguma modalidade de luta.
Segundo a instrutora, o Jiu-Jitsu entrou em sua vida aos 12 anos e transformou sua rotina. Desde então, passou a competir dentro e fora do Piauí, conquistando títulos e se tornando instrutora de Jiu-Jitsu e defesa pessoal para mulheres.
Defesa pessoal é para escapar do perigo
Durante a entrevista, Yasmim explicou que o principal objetivo da defesa pessoal não é enfrentar o agressor, mas criar uma oportunidade para fugir.
"A gente não ensina a confrontar, a gente ensina a fugir. Então, no caso da defesa pessoal, que é mais a proteção, é buscar sair daquela situação, não confrontar a pessoa."
Ela também afirmou que conhecer técnicas básicas pode fazer diferença em um momento de perigo. "Se eu precisar, eu sei o que fazer."
Entre as orientações, a atleta explicou que as mulheres devem conhecer as partes mais sensíveis do corpo do agressor, como olhos, nariz e região genital, para conseguir provocar um momento de distração e escapar.
Mulheres devem buscar uma arte marcial
Para a instrutora, toda mulher deveria aprender alguma modalidade de arte marcial, não apenas o Jiu-Jitsu.
Ela acredita que ainda existe preconceito em relação às mulheres praticarem esportes de luta, mas afirma que essa visão precisa mudar.
"A arte marcial não vai deixar a mulher masculina. É um esporte ensinado para proteger."
No fim da entrevista, ela reforçou o incentivo para que mais mulheres procurem uma academia.
"Busquem investir na arte marcial. A mulher não está tão protegida no mundo em que está hoje. Aprender uma coisa que pode ser essencial em algum momento é muito importante."
Além do Jiu-Jitsu, Yasmim recomendou modalidades como boxe, judô e outras artes marciais.
Esporte também fortalece a autoestima
Além da defesa pessoal, a atelta afirmou que o esporte contribui para o fortalecimento da autoestima e da confiança das mulheres.
Segundo ela, muitas alunas procuram as aulas após passarem por situações difíceis e relatam sentir mais segurança depois de aprender as técnicas.
A instrutora também defendeu que projetos de artes marciais sejam ampliados nas escolas, para que crianças e adolescentes tenham acesso à defesa pessoal desde cedo.
Atualmente, a atleta é faixa-roxa de Jiu-Jitsu, ministra aulas para mulheres e conta com o apoio do programa Bolsa Atleta para participar de competições representando o Piauí em torneios nacionais.