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MP investiga quadrilha que vendia moeda digital no Piauí

A operação contra a moeda digital Kriptacoin teve inicio em 2016
Fonte: Metrópoles 09/02/2018 12:41
Kriptacoin KriptacoinFoto: Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga os braços da organização criminosa que comercializava a moeda digital Kriptacoin no Piauí e em São Paulo. A quadrilha foi desarticulada em outubro do ano passado e é acusada de movimentar R$ 250 milhões e de ter lesado 40 mil pessoas em Goiânia e no Distrito Federal. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentação do grupo nas regiões Sudeste e Nordeste.

Segundo o site Metrópoles, os memoriais foram entregues à Justiça nessa quinta-feira (8) e apontam, entre outras novidades, a possível atuação dos criminosos fora do Distrito Federal e a periculosidade dos integrantes da quadrilha.

O relatório do MPDFT revela também que os integrantes do grupo podiam manipular a moeda como bem entendessem, inclusive apagando movimentações da plataforma a qualquer momento. O relatório descreve, ainda, os métodos dos criminosos para enganar as vítimas, como fingir que russos e chineses participavam do negócio. Outro trecho aponta que o dinheiro das vítimas era aplicado em títulos de previdência privada.

Os dois principais alvos da operação em 2016 foram os irmãos Welbert Richard Viana Marinho, 37 anos, e Weverton Viana Marinho, 34. Eles não tinham os nomes publicados no site da empresa e não constavam como sócios nos dados da Receita Federal, mas se apresentavam como presidentes do grupo. Ao todo, após a investida da Polícia Civil, o MPDFT denunciou 16 pessoas à Justiça. Os líderes da quadrilha ostentavam uma vida de luxo, com carros importados, lanchas e até um helicóptero.

Moeda digital

O esquema
Os suspeitos criaram a moeda virtual no fim de 2016 e, a partir de janeiro de 2017, passaram a convencer investidores a aplicar dinheiro na Kriptacoin. Segundo a polícia, a organização criminosa atuava por meio de laranjas, com nomes e documentos falsos.

O negócio, que funcionava em esquema de pirâmide, visava apenas encher o bolso dos investigados, alguns com diversas passagens pela polícia por uma série de crimes. Entre eles, o de estelionato.

Durante a operação, os investigadores apreenderam oito carros de luxo, que eram exibidos pelos integrantes do esquema, além de grande quantia em dinheiro, que estava em uma academia de Vicente Pires.

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