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Marisa Orth sobre alegria de ter vivido Celeste em novela: 'Mudei'

Transmitida na faixa das 18h, a novela se passou no início do século 20 tendo pincelado temas bem atuais, como assédio sexual e febre amarela
Fonte: Notícias ao Munuto | Editor: Da Redação 21/03/2018 15:40
Marisa Orth Marisa OrthFoto: © Divulgação / Globo

Para Marisa Orth, 54, dar vida a Celeste Hermínia na novela "Tempo de Amar", cujo último capítulo foi exibido nesta segunda (19), na Globo, teve um "um que" especial.

"Para mim foi muito bom, consegui mudar completamente o meu registro na televisão. Mostrei também o meu lado cantora, algo que faço há muitos anos. E foi muito bom poder integrar tudo nessa personagem", disse a atriz em entrevista à reportagem.

Transmitida na faixa das 18h, "Tempo de Amar" se passou no início do século 20 tendo pincelado temas bem atuais, como assédio sexual e febre amarela. Na trama de época assinada por Alcides Nogueira, Marisa, famosa por papeis de humor, interpretou uma cantora de fado, tarefa que fez a atriz frequentar aulas de canto com assiduidade -"exigiu bastante preparação, técnica mesmo", afirma.

"Consegui mostrar uma coisa integrada do meu trabalho. Agora uma boa parte da população sabe que sou uma atriz capaz de interpretar papeis cômicos e dramáticos. Eu sempre quis poder me exercitar tanto na comédia como no drama e também como cantora."

Marisa ficou imortalizada no imaginário dos telespectadores brasileiros graças à socialite de classe média e intelecto pequeno Magda, de "Sai de Baixo", humorístico exibido pela emissora carioca de 1996 a 2002.

Na série, que ia ao ar sempre nas noites de domingo, ela era mulher de Carlos Augusto Vasconcellos Antibes, mais conhecido como Caco Antibes. O casal vivia falando aos quatro cantos de um famoso "Canguru Perneta", nome de uma sugestiva posição sexual. E Caco usava com frequência o bordão "Cala a boca, Magda".

Para a artista, a tarefa de deixar o humor de lado e soltar a voz foi cumprida com satisfação em "Tempo de Amar". "Esse outro lado do meu ofício sempre esteve dentro de mim. Sempre pude exercê-lo no teatro, em outras coisas fora da televisão. Mesmo na Globo eu já tinha feito 'Dupla Identidade'. E também pude mostrar esse outro lado em 'Haja Coração'. O difícil seria se eu tivesse o medo de o público não aceitar", finaliza. Com informações da Folhapress.

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