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Governo decreta emergência em presídio de Esperantina

Destruição foi grandes proporções, segundo o secretário Daniel Oliveira
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Luiz Brandão 07/10/2017 12:43
Presos dominam penitenciária em Esperantina Presos dominam penitenciária em EsperantinaFoto: Reprodução

O governador Wellington Dias decretou situação de emergência na Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, em Esperantina, no Norte do Piauí, depois da rebelião que destruiu várias dependências da unidade prisional do Estado.

O secretário de Estado da Justiça, Daniel Oliveira, está em Esperantina acompanhando a vistoria no presídio, para levantar o estrago provocado pelos presos rebelados, que foi de “grandes proporções”, segundo o secretário.

Secretário de Justiça, Daniel Oliveira
Secretário de Justiça, Daniel Oliveira, em Esperantina

A Sejus informou que a rebelião foi controlada por volta das 18h, após uma ação de ocupação e retomada da unidade promovida pela Tropa de Choque da Polícia Militar do Piauí.

Durante a rebelião, 75 presos fugiram. Desses, 20 já foram recapturados, segundo as informações preliminares da Diretoria de Inteligência e Proteção Externa da Secretaria de Justiça. Os outros 55 são procurados por várias equipes compostas por 30 policiais militares da região de Esperantina e de Teresina.

Segundo o relatório preliminar da Engenharia da Sejus, a destruição da penitenciária foi quase total. Como não há segurança nas celas e o clima ainda é de instabilidade, 110 presos foram transferidos para outros presídios do Estado. A Sejus não informou para onde os presos foram deslocados por medida de segurança.

Daniel Oliveira agradeceu o Comando Geral da Polícia Militar e a Secretaria de Segurança, que reforçaram seus efetivos em Esperantina e região, bem como o Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Esperantina, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, além da Promotoria de Justiça de Esperantina, que participam das investigações para levantar a motivação da rebelião.

“Não foi por causa da superlotação. O mais estranho é que a rebelião aconteceu sem que os presos tenham apresentado uma pauta de reivindicação”, acrescentou

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