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Empreendedorismo feminino chega a 37% no Piauí

São quase 80 mil empresas ativas constituídas por mulheres
Fonte: JUCEPI 12/03/2018 10:50
Mulheres no comando Mulheres no comandoFoto: Reprodução

Dados divulgados pela Junta Comercial do Estado do Piauí (JUCEPI), revelam que 37% das companhias registradas no estado possui pelo menos uma mulher como sócia. São quase 80 mil empresas ativas constituídas por mulheres, porém estima-se que este número seja bem maior, pois não estão inclusos Microempreendedores individuais (MEI) nesta contagem.

Alzenir Porto, a primeira mulher a presidir a Junta Comercial do Estado do Piauí em mais de 100 anos de história da autarquia comenta este novo cenário. “Muitas empresárias nascem por necessidade, buscando um meio de sustentar a família, complementar a renda, e neste caminho elas acabam se descobrindo. Nós mulheres temos a capacidade em lidar de exercer várias funções ao mesmo tempo. O mercado ainda tende a valorizar o masculino, mas as mulheres vêm mostrando toda sua força e competência” comentou a também empresária Alzenir Porto.

Ana Carolina Melo é mais um exemplo de mulheres empreendedoras. Funcionária pública, formada em Direito, a quase três anos, Carol decidiu abrir seu próprio negócio ao lado de outra grande mulher, sua mãe. Para ela, empreender é um desafio e uma paixão.

“Sempre houve uma grande competição no mercado de trabalho, onde havia aquela ideia de que a mulher tinha que ser a melhor, mas nunca existiu tanto empoderamento dela. Minha empresa é meu amor, e tudo que colocamos amor cresce. Estamos trabalhando muito para conquistar nosso lugar ao sol. Eu acredito no crescimento do mercado e do empreendedorismo feminino. Estamos mostrando força.”, ressaltou Ana Carolina.

As mulheres têm aumentado sua representatividade e inovado nas formas de trabalho, criando caminhos a serem explorados nos negócios. Mas empreender inicia bem antes da abertura de uma empresa. A escritora Laís Rosa sabe bem disso. Laís é uma jovem de 24 anos que encanta com as palavras e com suas ilustrações. Profissional em um meio onde há predominância masculina, a artista utiliza da sua sensibilidade, delicadeza e força feminina para se destacar.

“Não acredito em ‘sexo frágil’, mas podemos aliar nossa força com a sensibilidade. Não é fácil ser mulher onde os homens são maioria, há muita resistência tanto por parte deles quanto do público, mas a gente não pode desistir, o empreendedorismo feminino tem força e precisamos mostra-la”, finalizou Laís Rosa.

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