VLT governista ficou pequeno demais para tanta gente

Senadora Regina Sousa na viagem inaugural do VLT em Teresina Senadora Regina Sousa na viagem inaugural do VLT em TeresinaFoto: Francisco Leal/CCom

Aconteceu de tudo na primeira viagem do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na manhã de segunda-feira (4), que reuniu no mesmo vagão, governador, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, líderes políticos e comunitários, imprensa. E muito puxa-saco atrapalhando o trabalho dos jornalistas. Ainda assim, os repórteres puderam ouvir, ver e questionar quem andava arredio, fugindo das lentes das câmeras e dos microfones como o diabo foge da cruz.

Essa turma deixou para Wellington Dias a difícil missão de por fim, definitivamente, à polêmica sobre a candidatura de vice-governador. Quem percorreu o trecho entre o Shopping da Cidade e o Dirceu Arcoverde, testemunhou declarações que devem provocar desdobramentos, como a questão levantada pela senadora Regina Sousa (PT-PI), que perguntou o que mais o MDB vai pedir, depois de assegurar a vaga de vice?

“O MDB quando veio para base não explicitou isso [de que sairia da chapa caso não ganhasse a vice]. Ninguém conversou com o PT sobre isso, a gente sabia que o MDB queria a vice e que eu saiba a vice está garantida para o MDB. Ninguém mais comentou, então eu entendo que esteja certo. É claro que tem a Margarete disputando também, mas pelo o que eu sei, é que eles queriam a vice, agora querem mais coisa e mais coisa. O que vem depois?”, questionava Regina Sousa, muito bem acomodada ao lado dos petistas Rejane Dias e João de Deus.

Regina Sousa argumentava que o PT mantém a posição tirada durante o encontro no ano passado, de apoio à candidatura dela à reeleição ao Senado. “Só uma outra instância pode mudar. Só vai ser em julho essa outra instância, então o PT não vai mudar sua posição por causa de comentário. O PT está com sua posição, como todos os partidos têm a sua. Vamos ver na hora que afunilar”, defendeu.

Sobre o “chapão” proporcional, Regina Sousa entende que cada partido tem sua estratégia e a do PT tá correta. Segundo a senadora, não se trata de rejeitar ou bater o pé, mas uma questão de lógica política.

“Aliás, todos os partidos deviam fazer isso, porque 2022 não tem mais coligação. Então, essa eleição é a oportunidade de os partidos lançarem seus candidatos, muitos candidatos, para projetar para a próxima. Não é por isso que está exigindo o chapão. Pelo ao contrário, devia todo mundo para lançar candidato. Lançar mulheres, que agora é regra, inclusive o recurso do tribunal é 30%. Então, é a oportunidade de todos os partidos lançarem uma chapa bem grande. Devia ser um chapão de cada partido, para projetar nomes para a próxima eleição”, justificou, entre um solavanco e outro.

No mesmo trem, o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, reagiu um pouco mais tarde. “Não é uma exigência para permanecer no governo a indicação da vice. Estamos com o governo não por conta desse cargo, nós estamos porque acreditamos no seu projeto, continuamos defendendo ele porque acreditamos que é o melhor nome. Já definimos e o partido vai marchar com o governador Wellington, isso não está em discursão dentro do partido. Nós defendemos a continuidade da vice-governadora [Margarete Coelho], porque achamos que é o melhor nome. Estar na chapa majoritária é uma conquista da mulher piauiense”.

Alguns só estão se dando conta do tamanho da confusão na base quase no fim da viagem. O VLT governista ficou pequeno demais para caber tantos aliados. E vai sair gente pela janela...ou pela porta dos fundos.

Wellington Dias com Ciro Nogueira e Iracema Portela
Wellington Dias com Ciro Nogueira e Iracema Portela [Foto: Francisco Leal/CCom]

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