Reforma administrativa será radical, avisa Wellington

Wellington Dias cumprimenta Glademir Aroldi, presidente da CNM Wellington Dias cumprimenta Glademir Aroldi, presidente da CNMFoto: Francisco Leal/CCom

A reforma administrativa do Estado não vai se resumir à extinção de coordenadorias, secretarias ou cargos. As mudanças serão bem mais profundas e vão atingir inclusive as despesas com pessoal, pagamento de benefícios e contratos com fornecedores.

“Vão ser cortes [signficativos] o bastante para garantir a condição não só de equilíbrio, mas da capacidade de investimento. Ou seja, o total da receita do ano tem que ser maior do que o total da despesa fixa. É preciso sobrar alguma coisa para investir. Esse é o papel do Estado, é manter o funcionamento dos serviços, mas ampliar os investimentos, melhorando em relação ao ano anterior”, avisou o governador Wellington Dias, ao chegar para a posse dos novos diretores da Associação Piauiense de Municípios (APPM), que passou a ser presidida nesta quinta-feira (10) pelo prefeito de Água Branca, Jonas Moura (PSD). Wellington falou no mesmo tom ao discursar para os prefeitos durante a solenidade.

“Não temos ainda um número de [secretarias], de como vai ficar, apesar das conversas terem avançado. Temos algumas decisões a tomar. O objetivo é técnico. Vamos trabalhar para fazer. Nos últimos dias decidimos para trabalhar não só pelo controle, mas mesmo a revisão de algumas despesas”, adiantou Wellington Dias

O objetivo das medidas que chegam à Assembleia Legislativa logo nos primeiros dias de fevereiro, depois do retorno do recesso dos deputados estaduais, é maior do que se pensava. “Vamos fazer o cadastramento na folha geral do Estado. Revisão das aposentadorias, pensões e a própria folha de pagamento para garantir a recuperação de crédito, garantir a ampliação de receitas e controle com redução de despesas", acrescentou o governador antes de entrar na sede da APPM para a solenidade.

Governador do Piauí, Wellington Dias, discursa na posse de Jonas Moura na APPM
Governador Wellington Dias discursa na posse de Jonas Moura na presidência da APPM [Foto: Francisco Leal/CCom]

Reforma radical

Wellington Dias comentou a declaração do secretário de Estado do Planejamento, Antonio Neto, de que a reforma será profunda, radical, e não apenas a extinção de órgãos e de uma meia dúzia de cargos.

“Quando ele diz radical, eu quero crer que ele está dizendo sobre os últimos dias, que nós decidimos trabalhar para que haja não apenas um controle, mas até mesmo uma revisão de algumas despesas. A revisão por exemplo, com o cadastramento, na folha geral do estado, revisão de caso a caso de aposentadorias, pensões e a própria folha de pagamento. Garantir a recuperação de créditos, ou seja, garantir com isso a ampliação de receita e controle com a redução de despesa e com isso permanecer em 2019 com capacidade de investimento. Aquilo que eu digo de uma forma simples, o Estado ter cada vez mais uma independência, uma autossuficiência onde os recursos com a União são complementares e não há dependência total desses recursos”, concluiu.

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Paulo Pincel

Paulo Barros é formado em Comunicação Social-Jornalismo/UFPI; com Especialização em Marketing e Jornalismo Político/Instituto Camilo Filho

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