CONCISO

Por Joaquim Lourenço

Exemplo de luta

Imagem ilustrativa Imagem ilustrativaFoto: Reprodução/Google

Em dois grandes e importantes países da América Latina houve acontecimentos a chamar atenção do mundo. Brasil e Venezuela, ambos enfrentando crises políticas, encontram-se na iminência de uma guerra civil que já trouxe prejuízos incalculáveis para economia de suas nações e, consequentemente, para o continente sulamericano.

Peguemos o problema da Venezuela, uma das maiores reservas de petróleo do mundo segundo a OPEP. Por lá, todas as informações que chegam por aqui não são passíveis de confiabilidade, visto que os órgãos responsáveis mostram-se partidários e não fazem o bom jornalismo. Quem tem um mínimo de discernimento, sabe do grande mal ser a notícia manipulada.

Pondero isso porque ao assistir o minidocumentário “A Revolução não será televisionada”, mostrando como ocorreu a tentativa de golpe, em 2002, contra o então presidente Hugo Chavez, beirou a um atentado criminoso.

Hugo Chavez, ao nomear o novo presidente da companhia petrolífera igualou-se a uma declaração de guerra. A oposição, capitaneada por setores da inteligência dos Estados Unidos, tratou de criar um clima propenso à saída do presidente legítimo e que aceitou entregar-se para não haver um derramamento maior de sangue, mas deixando claro que não estava renunciando.

Hugo Chavez fora levado para uma ilha desconhecida e seus oposicionistas (a direita fascista de lá) assumiram o poder com imediatas determinações impopulares. O povo venezuelano não aceitou e lutou por seus direito e foram para a sede do governo. Lá encontraram um exército leal à Constituição e que ajudaram a devolver o poder pra quem de fato era. Chavez voltou nos braços da população e ainda mais forte.

A Venezuela, por conta do petróleo, é um país estratégico para os interesses de outras nações poderosas e que nunca aceitaram ter no poder representantes que governassem para a população daquele país. Por isso, o atual presidente Nicolas Maduro sofre os mesmo ataques.

No Brasil acontece algo parecido. Uma direita antidemocrática e que ainda não admitiu perder 4 eleições presidenciais seguidas, utilizou de suas piores armas: o golpe parlamentar. Há quem contrarie usar essa nomenclatura, pelo fato de impeachment estar “de acordo com a lei”. Acontece se alguém, intelectualmente honesto, ainda possuir qualquer tipo de dúvida ela não existe mais, tendo em vista o acontecimento desta semana envolvendo o chefe do executivo federal e os nossos parlamentares.

O presidente ilegítimo sofrera denúncia - com vasto material comprobatório - da Procuradoria Geral da república por crime de corrupção. Por ter prerrogativa do cargo, a lei determina que ele possa sofrer investigação depois de autorizado pela Câmara dos Deputados. Sabedor disso, tratou logo de usar do poder para que os membros daquela casa o absolvesse. E o que vimos foi, mais uma vez, o show de horrores dos nossos representantes. Assim, o ilegítimo continua no cargo ainda mais forte e com maior ânsia para colocar em prática as suas reformas que prejudicarão ferozmente o s povo menos favorecidos.

Infelizmente nós, brasileiros, sofremos em demasia de analfabetismo político, inércia e viralatismo. Diferente dos venezuelanos, que não trocam seu patriotismo por golpes travestidos de democracia e tenhamos esse povo como exemplo de luta.

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