Aliados antigos terão prioridade na base governista

Líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Fábio Novo Líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Fábio NovoFoto: Facebook

O cara ainda nem entrou direito no busão governista e já quer sentar do lado da janela. O líder do PT na Assembleia Legislativa do Estado, deputado Fábio Novo, avalia que algumas pessoas da base aliada estão fazendo uma discussão equivocada em relação à composição da chapa majoritária que vai disputar as eleições de 7 de outubro próximo.

Novo entende que esse assunto não deve ser discutido por partidos que estavam fora da base governista nas eleições passadas. E que os novos aliados precisam respeitar quem esteve na base desde o começo.

“Quem não esteve na base anterior precisa conversar mais. Não pode chegar na base e retirar uma vaga de quem já estava e quem contribuiu para eleger aquele projeto. É preciso mudar a forma da discussão. A Regina participou da eleição que garantiu esse mandato ao governador. Quem vem compor a base não pode fazer com exigências e prerrogativas na perspectiva de retirar quem já está na base”, defende.

Fabio Novo afirma que a senadora Regina Sousa tem a legitimidade de pleitear a reeleição, da mesma forma que o senador Ciro Nogueira tem o direito de se reeleger. É mais que legítimo que a Regina possa disputar à reeleição, reforçou o deputado.

Sobre a chapa “pura” para deputado estadual e federal, tese que o Partido dos Trabalhadores defende, Fábio Novo avalia que o momento é de fazer as contas. E reitera que o PT não quer atrapalhar a estratégia do governador para se reeleger e nem prejudicar de nenhum partido.

“Mas o PT não pode ser prejudicado. O partido tem a legitimidade de fazer as contas e pensar. De buscar uma estratégia que tenha a possibilidade de ter suas cadeiras na Assembleia. Essa história de chapão tem focado muito no PT. Tem outro partidos da base que fazem chapinha. Ninguém fala do PTC, por exemplo, só do PT. É legítimo o PTC buscar sua estratégia. O PT também. O que for melhor para o PT e para a base aliada, vamos trabalhar. Não tirem o direito do PT ter a sua estratégia", adverte.

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