Saúde

MORTE SUSPEITA

Sesapi nega agressão contra paciente morto após internação no Hospital Areolino de Abreu

José de Ribamar Dutra de Lima, de 56 anos, morreu após passar 22 dias internado no HUT. Hospital aponta suspeita de convulsão seguida de queda, enquanto advogado questiona a gravidade das lesões

Por Redação

15 de outubro de 2026 às 11:45 ▪ Atualizado há 50 minutos

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  • A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí negou agressão contra José de Ribamar Dutra de Lima, que faleceu após 22 dias no Hospital de Urgência de Teresina.
  • José de Ribamar estava internado no Hospital Areolino de Abreu antes de ser transferido, apresentando lesões no rosto e corpo.
  • O hospital sugere que as lesões foram causadas por uma crise convulsiva seguida de queda, resultando em hematoma e possível broncoaspiração.
  • O advogado da família questiona essa explicação, alegando que a gravidade das lesões não corresponde apenas a uma queda.
  • O Hospital Areolino de Abreu está apurando o caso e à disposição das autoridades para esclarecimentos.
  • Um outro incidente mortal no hospital foi registrado em fevereiro, envolvendo homicídio, mas foi tratado separadamente deste caso.

Reprodução José de Ribamar Dutra de Lima, de 56 anos
José de Ribamar Dutra de Lima, de 56 anos

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) negou que houve agressão contra José de Ribamar Dutra de Lima, de 56 anos, que morreu na quarta-feira (14), após passar 22 dias internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O paciente estava internado no Hospital Areolino de Abreu desde 14 de setembro e foi transferido para o HUT após apresentar lesões no rosto e em outras partes do corpo.

A possibilidade de agressão foi mencionada após os ferimentos identificados no paciente. Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), o Hospital Areolino de Abreu informou que a suspeita clínica é de que José de Ribamar tenha sofrido uma crise convulsiva seguida de queda. Segundo a unidade, o episódio teria provocado um hematoma na face e uma possível broncoaspiração, quando substâncias como saliva ou conteúdo gástrico entram nas vias respiratórias.

A explicação foi questionada pelo advogado Ítalo Cavalcanti, que representa a família do paciente. Ele considerou difícil que a gravidade das lesões fosse explicada apenas por uma convulsão seguida de queda e afirmou que a informação sobre possíveis agressões chegou à defesa.

O hospital declarou que o paciente recebeu assistência imediata da equipe de saúde, passou por estabilização clínica e foi encaminhado para atendimento especializado. A unidade também informou que as circunstâncias do caso continuam em apuração e que está à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.

Confira a nota na íntegra

"NOTA À IMPRENSA

O Hospital Areolino de Abreu informa que, no histórico clínico e apuração interna procedida desde o início do atendimento do acidente ocorrido com o paciente José de Ribamar Dutra de Lima, não há qualquer registro de agressão. A suspeita clínica é da ocorrência de um episódio de crise convulsiva (efeito adverso possível em pacientes com uso crônico de antipsicóticos), seguido de queda, que teria provocado hematoma em face, além de possível broncoaspiração.

O paciente recebeu assistência imediata da equipe de saúde, sendo realizada estabilização e a regulação para atendimento especializado.

O hospital reforça que as circunstâncias do ocorrido seguem em apuração e permanece à disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários."

Outro paciente morreu no Areolino em fevereiro

Em 26 de fevereiro deste ano, Pedro Araújo Ribeiro morreu dentro do Hospital Areolino de Abreu após ter sido incendiado. Na ocasião, o corpo foi encontrado em um banheiro da unidade, com as mãos e as pernas amarradas e uma venda nos olhos.

Dois pacientes foram presos em flagrante suspeitos de participação no crime. O caso foi tratado como homicídio e teve circunstâncias diferentes das relatadas na morte de José de Ribamar, que faleceu após transferência para o HUT.

No caso mais recente, o Hospital Areolino de Abreu nega registros de agressão e afirma que a suspeita clínica é de convulsão seguida de queda. A unidade informou que as circunstâncias do ocorrido permanecem em apuração.

Fonte: Sesapi