Saúde

MEDICINA

Senado aprova exame nacional obrigatório para médicos

Enamed será necessário para registro profissional a partir de 2026

Da Redação

15 de outubro de 2026 às 23:32 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • O Senado aprovou a medida provisória que cria o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
  • O Enamed é necessário para o exercício da medicina e precisa de sanção presidencial.
  • O exame ocorre no final do segundo, quarto e sexto ano do curso de medicina.
  • O desempenho no Enamed é crucial para a obtenção do registro profissional.
  • A exigência começa para estudantes ingressantes após 19 de junho de 2026.
  • Alunos já matriculados e médicos com diplomas reconhecidos seguem regras antigas.
  • O exame será conduzido pelo MEC, alinhado às diretrizes nacionais e necessidades do SUS.
  • Resultados do exame impactarão políticas públicas e fiscalização dos cursos.
  • Houve divergências no Senado quanto a quem deveria conduzir o exame; debates envolveram o senador Astronauta Marcos Pontes.
  • Proposta inclui avaliações anuais dos cursos com base no Enamed.
  • Formados terão a Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), limitando suas atividades.
  • Acredita-se que o Enamed assegura qualidade mínima na formação médica, protegendo o público.

Senado Notícias Plenário do Senado durante a vota da MP
Plenário do Senado durante a vota da MP

O Senado aprovou a medida provisória que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como requisito para o exercício da medicina. A MP 1.370/2026 agora aguarda sanção presidencial.

O Enamed será constituído por três avaliações durante o curso: no final do segundo, quarto e sexto anos. O desempenho dos estudantes determinará a obtenção do registro profissional, sendo necessário atingir um nível mínimo de proficiência.

A exigência valerá para alunos que ingressarem após 19 de junho de 2026. Aqueles que já estavam matriculados continuarão sob as regras anteriores, assim como médicos com diplomas já reconhecidos.

O exame, conduzido pelo Ministério da Educação (MEC), servirá para medir conhecimentos e competências conforme diretrizes nacionais e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado influenciará políticas públicas e a fiscalização dos cursos.

Durante debates, o senador Astronauta Marcos Pontes criticou a decisão do governo, defendendo que o Conselho Federal de Medicina deveria realizar o exame. Outros senadores médicos apoiaram o novo formato, considerando-o um avanço significativo.

O substitutivo prevê também que cursos de medicina passem por avaliações anuais baseadas no Enamed, com possíveis medidas corretivas para instituições com desempenho insatisfatório.

Para formados, foi criada a Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), permitindo apenas atividades técnico-científicas sob supervisão, sem contato clínico direto com pacientes.

O novo formato do exame assegura, segundo o senador Marcelo Castro, uma qualidade mínima na formação médica, protegendo assim a população contra práticas profissionais inadequadas.

Fonte: Agência Senado