Saúde

SONHO DE SER MÃE

Mortes após fertilização in vitro geram medo e abalam sonho da maternidade; médico explica

Especialista em reprodução humana afirma que casos são raros e tenta tranquilizar pacientes após segunda morte registrada neste ano

Natalia Costa

09 de maio de 2026 às 10:21 ▪ Atualizado há 55 minutos

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  • A juíza Mariana Francisco Ferreira faleceu após um procedimento de fertilização in vitro em Mogi das Cruzes, São Paulo.
  • O incidente ocorreu depois de uma coleta de óvulos e resultou em hemorragia vaginal, levando a internação e, posteriormente, à morte da juíza.
  • Este é o segundo caso de morte associada a tratamentos de fertilização este ano.
  • O médico Anatole Borges declarou que mortes em tratamentos de reprodução assistida são extremamente raras.
  • Complicações graves ocorrem em menos de 0,05% dos casos.
  • Recomenda-se escolher clínicas bem estruturadas e profissionais experientes para diminuir riscos.
  • Fertilização in vitro envolve a união de óvulos e espermatozoides em laboratório, com o embrião transferido para o útero posteriormente.

Juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos e médico especialista em reprodução humana, Anatole Borges | Foto: reprodução
Juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos e médico especialista em reprodução humana, Anatole Borges | Foto: reprodução

A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após realizar um procedimento de fertilização in vitro em uma clínica particular de Mogi das Cruzes, em São Paulo, acendeu um alerta entre mulheres que sonham em ser mães por meio da reprodução assistida.

O caso, investigado pela Polícia Civil, aconteceu após Mariana passar por um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida. Cerca de uma hora depois da fertilização in vitro, ela passou mal, sentiu fortes dores e precisou ser internada devido a uma hemorragia vaginal. Após dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a magistrada sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu.

A situação provocou preocupação principalmente entre mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar e recorrem aos tratamentos de reprodução assistida em busca do sonho da maternidade.

Este é o segundo caso de morte envolvendo procedimentos de fertilização neste ano. O primeiro ocorreu com uma mulher piauiense, que também apresentou complicações após realizar tratamento de reprodução humana.

Diante da repercussão, o médico especialista em reprodução humana, Anatole Borges, comentou o caso e ressaltou que, apesar da comoção, as mortes relacionadas aos tratamentos são extremamente raras.

“Eu queria tranquilizar, a princípio, todos os casais e pacientes que estão nessa jornada de um tratamento de reprodução. Os eventos de morte em tratamentos de reprodução são raríssimos, cerca de um caso para cada 100 mil ciclos de tratamento. As complicações gerais, que incluem além da morte outras situações, como infecções ou hemorragias, representam menos de 0,05% dos casos”, afirmou.

Médico afirma que tratamento é seguro e orientou que pacientes busquem clínicas com estrutura adequada e médicos especializados.

“A dica que fica é que procure sempre um bom profissional, um profissional que esteja atualizado, um profissional que tem experiência, um profissional reconhecido pela sociedade de reprodução, que tenha seu título de especialista reconhecido e uma boa estrutura de clínica para dar um bom suporte, porque assim a gente consegue evitar qualquer complicação mais grave”, completou o médico.

O que é fertilização in vitro?

A fertilização in vitro é um procedimento de reprodução assistida em que óvulos e espermatozoides são unidos em laboratório. Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero da paciente.

O método é utilizado principalmente por casais ou mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar naturalmente.



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