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Morte por doença cardiovascular ocorre a cada 72 segundos no Brasil

Dados revelam mais de 318 mil óbitos em 2023; novas projeções preocupam especialistas

Teresinha Ferreira

16 de outubro de 2026 às 11:14 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil.
  • Até 16 de outubro de 2023, foram registrados 318.945 óbitos, com uma média diária de 1.194 mortes.
  • O Cardiômetro da SBC, em parceria com a WHF, utiliza dados do SIM do Ministério da Saúde e do GBD 2023.
  • Projeções estimam um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030.
  • Espera-se que os óbitos passem de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030.
  • As previsões dependem da manutenção das tendências atuais e mudanças em fatores de risco.
  • Controle de hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, e tratamento de infarto e AVC são cruciais.
  • Desde os anos 2000, houve uma redução de 36% na taxa de mortalidade cardiovascular.
  • Alagoas tem a maior taxa de óbitos por 100 mil habitantes, seguido por Amapá e Mato Grosso do Sul.
  • O Hub foi lançado para facilitar o acesso a dados e ajudar pesquisadores e gestores públicos.

Agência Brasil Doença cardiovascular
Doença cardiovascular

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil, de acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Até 16 de outubro de 2023, os óbitos acumulados eram 318.945, com média de 1.194 mortes por dia.

A plataforma, desenvolvida em parceria com a World Heart Federation (WHF), integra o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, que utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e estimativas do Global Burden of Disease (GBD) 2023.

Projeções indicam um possível aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030. A previsão é de que os óbitos passem de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030, segundo as séries históricas disponibilizadas pela SBC.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, observa que essas previsões dependem da manutenção das tendências atuais e de possíveis mudanças nos fatores de risco e políticas de saúde.

Melhorias no controle de hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e tratamento de infarto e AVC são cruciais para alterar esse cenário. Intervenções nestes campos já resultaram em uma redução de 36% na taxa de mortalidade desde os anos 2000.

A nova ferramenta revela também diferenças regionais: Alagoas lidera com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes, seguido por Amapá e Mato Grosso do Sul.

Lançado durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, o Hub visa facilitar o acesso a dados epidemiológicos, proporcionando recursos de visualização para pesquisadores e gestores públicos.

Fonte: Agência Brasil