Saúde

ALERTA

Metade dos municípios brasileiros alerta para Aedes aegypti

Levantamento do Ministério da Saúde mostra situação preocupante em 49,2% dos municípios.

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 13:07 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco de infestação do Aedes aegypti.
  • Segundo o LIRAa, 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados indicam risco para dengue, chikungunya e zika.
  • Houve uma melhora em relação ao ano anterior, com uma redução de cerca de 70% nos casos prováveis de dengue.
  • A chikungunya teve uma redução de 43% e a zika de 35%.
  • O levantamento identifica principais criadouros do mosquito, ajudando em ações de combate.
  • Medidas preventivas foram antecipadas devido ao El Niño, incluindo formação de agentes de saúde e uso de armadilhas.
  • A participação da população é essencial, com medidas como manter recipientes bem tampados e eliminar água acumulada.

Agência Brasil alerta para Aedes aegypti
alerta para Aedes aegypti

Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco de infestação do Aedes aegypti, segundo o 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O estudo, realizado entre maio e agosto e divulgado pelo Ministério da Saúde, mostra que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados indicam risco para doenças como dengue, chikungunya e zika.

Ainda assim, os dados revelam uma melhora significativa em relação ao ano anterior. Até 26 de setembro, o Brasil registrou uma queda de cerca de 70% nos casos prováveis de dengue, com 470,5 mil casos contra 1,5 milhão em 2025. A chikungunya apresentou uma redução de 43% e a zika de 35%.

Os resultados orientam ações preventivas e de controle de arboviroses nos estados e municípios. O levantamento também identificou os principais criadouros do mosquito, como vasos de plantas, reservatórios de água e resíduos sólidos. Essas informações ajudam a direcionar as medidas de combate entre as diferentes regiões do país.

Com a previsão de condições climáticas extremas devido ao El Niño, o ministério antecipou medidas preventivas para o próximo verão, visando reduzir o risco de transmissão das doenças. As ações incluem a formação de agentes de saúde, uso de armadilhas e estratégias biológicas para o controle do mosquito.

A participação da população é crucial, com medidas como manter recipientes bem tampados, limpar calhas e eliminar água acumulada em vasos. Essas práticas são essenciais para prevenir a propagação do Aedes aegypti.

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Fonte: Agência Brasil