Mais três entidades médicas rejeitam uso da cloroquina no tratamento da Covid-19

Aos poucos os cientistas vão chegando mais perto da criação de remédios e tratamento correto contra a Covid-19


Bolsonaro não sabe nada sobre a hidroxicloroquina

Bolsonaro não sabe nada sobre a hidroxicloroquina Foto: © Carolina Antunes/PR

O uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, doença causa pelo novo coronavirus, é cada vez menos indicado por especialistas. Na segunda-feira (18), mais três respeitadas entidades médicas brasileiras se manifestaram oficialmente sobre as terapias e não recomendam o uso do medicamento.

Nas "Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da COVID-19", a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia o uso da cloroquina não é recomendado.

A droga vem sendo muito rejeitada, ao contrário do que defende o presidente da República, Jair Bolsonaro, que mandou os laboratórios das forças armadas produzirem o remédio aos milhões, o que pode levar ao um prejuízo de milhões de reais aos país que já vive uma profunda crise econômica.

No início do documento os especialistas apresentam como primeira recomendação "não utilizar hidroxicloroquina ou cloroquina de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência baixo)".

Também sugerem "não utilizar a combinação de hidroxicloroquina ou
cloroquina e azitromicina de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo)".

Ao todo são onze recomendações numa espécie de novo protocolo para tratar vítimas do novo coronavirus.

Veja as recomendações:

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