Saúde

TECNOLOGIA NA SAÚDE

HU-UFPI realiza cirurgia inédita com tecnologia de ponta para tratar aneurisma gigante

Paciente de 23 anos recebeu stent diversor de fluxo, técnica moderna que trata a artéria e evita a ruptura da lesão; procedimento foi custeado por fundo estratégico do SUS

Da Redação

13 de maio de 2026 às 16:33 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Hospital Universitário da UFPI atingiu um marco com um procedimento complexo em um jovem de 23 anos.
  • Carlos Manoel de Sousa Moraes tinha um aneurisma cerebral gigante que afetava seu nervo óptico.
  • Após tratamentos convencionais sem sucesso, utilizou-se um stent diversor de fluxo.
  • Este dispositivo redireciona o sangue para ajudar na recuperação da artéria.
  • A técnica evita a ruptura do aneurisma, com uma mortalidade de 50% em tais casos.
  • O procedimento foi financiado pelo Fundo de Ações Estratégicas do SUS.
  • A cirurgia simboliza o avanço do HU Brasil em excelência e inovação.
  • A estatal administra 45 hospitais universitários no país, sendo referência em saúde pública.

Estudante Carlos Manoel de Sousa Moraes e o médico neurologista Marx Barros Araújo
Estudante Carlos Manoel de Sousa Moraes e o médico neurologista Marx Barros Araújo

O Hospital Universitário da UFPI (HU Brasil) alcançou um marco na medicina pública do Piauí ao realizar um procedimento de alta complexidade em um jovem de 23 anos. O estudante Carlos Manoel de Sousa Moraes sofria de um aneurisma cerebral de cinco centímetros, considerado gigante, que comprimia seu nervo óptico e causava estrabismo. 

Após duas tentativas frustradas de tratamentos convencionais em outras unidades, a equipe médica do HU-UFPI optou pelo uso de um stent diversor de fluxo, uma malha metálica sofisticada que redireciona o sangue, impedindo-o de entrar na "bolha" do aneurisma e permitindo que a lesão regrida naturalmente.

Diferente das técnicas tradicionais, como a embolização com micromolas (que preenche o interior do aneurisma), o stent diversor de fluxo foca na recuperação da parede da artéria doente. Segundo o neurologista Marx Barros Araújo, a escolha da tecnologia foi estratégica devido à idade do paciente e ao alto risco de mortalidade, que chega a 50% em casos de ruptura. 

"É um avanço enorme oferecer esse tratamento, já consolidado em centros na Europa e Estados Unidos, dentro da rede pública piauiense", destacou o médico, reforçando que o dispositivo trata a origem do problema na artéria.

A realização da cirurgia foi possível graças ao Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), um recurso do SUS destinado a procedimentos de altíssimo custo e complexidade não previstos na tabela regular. 

O sucesso do caso de Carlos Manoel simboliza a nova fase do HU Brasil (antiga Ebserh), que em 2026 passou por um reposicionamento de marca para enfatizar sua excelência em gestão e inovação. Atualmente, a estatal administra 45 hospitais universitários no país, consolidando-se como referência em assistência de ponta e pesquisa científica voltada à saúde pública.

Fonte: HU-UFPI



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