Saúde

Saúde e segurança

Anvisa monitorará efeitos de canetas emagrecedoras

Estratégia inclui monitoramento proativo e cooperação com saúde para evitar riscos.

Da Redação

06 de maio de 2026 às 17:34 ▪ Atualizado há 57 minutos

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  • A Anvisa implementou um plano de farmacovigilância ativa para monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras.
  • O monitoramento será feito em parceria com estabelecimentos de saúde para identificar reações adversas de medicamentos agonistas do receptor do GLP-1.
  • A decisão responde ao aumento expressivo no consumo e complicações associadas.
  • Foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos entre 2018 e março de 2026, com destaque para 2025 e a semaglutida.
  • Campos sublinhou os riscos de produtos falsificados cujos efeitos podem ser gravíssimos.
  • A ação envolve a Rede Sentinela e a HU Brasil para melhorar relatórios de segurança.
  • Cooperação com a Polícia Federal é parte do plano contra a venda ilegal desses medicamentos.
  • Leandro Safatle destaca a necessidade de acompanhamento pós-comercialização.

Anvisa monitorará efeitos de canetas emagrecedoras

A Anvisa anunciou um plano de farmacovigilância ativa para monitorar os efeitos colaterais de canetas emagrecedoras. A mudança envolve a realização de um monitoramento proativo em parceria com estabelecimentos de saúde.

O foco está em identificar, sistematicamente, possíveis reações adversas de medicamentos agonistas do receptor do GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. Esta decisão é uma resposta ao "crescimento expressivo do consumo" e às complicações crescentes, segundo o diretor Thiago Lopes Cardoso Campos.

Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos, especialmente em 2025, com destaque para a semaglutida.

“Estamos diante de medicamentos com benefícios para diabetes e obesidade, mas cujo uso se expandiu para situações não aprovadas”, destacou Campos.

Campos alertou sobre o risco de produtos falsificados, que podem ser manipulados inadequadamente ou ter origem desconhecida. A venda desses medicamentos é crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.

“Medicamentos sem garantia representam risco sanitário gravíssimo, podendo levar a danos irreversíveis.”

A iniciativa inclui a Rede Sentinela e a HU Brasil, abrangendo hospitais universitários por todo o país, em um esforço para melhorar o relatório de eventos e a segurança medicamentosa.

Campos realçou que a cooperação com a Polícia Federal (PF) é parte essencial do plano para combater a venda ilegal de medicamentos emagrecedores.

Na fase pós-comercialização, riscos raros e complicações tardias podem surgir. Segundo o diretor-presidente Leandro Safatle, o interesse pelas canetas emagrecedoras demanda uma resposta “firme, coordenada e atenta” da agência reguladora.

“Não basta registrar medicamentos; é necessário acompanhar como se comportam na vida real”, afirmou Safatle.

Fonte: Agência Brasil



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