CONTRA OS CATÓLICOS
Da Redação
25 de setembro de 2026 às 12:46 ▪ Atualizado há 31 minutos
O então deputado estadual Frederico D’Ávila (PSL-SP), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamou o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, de “vagabundo” e “safado” durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em outubro de 2021. O parlamentar também utilizou o termo “canalhas” ao se referir a integrantes da Igreja Católica.
Os ataques ocorreram dois dias depois de Dom Orlando fazer uma homilia no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro daquele ano. Na ocasião, o religioso afirmou que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada” e defendeu uma sociedade sem ódio e sem desinformação.
Em discurso na Alesp, no dia 14 de outubro, D’Ávila reagiu às declarações do arcebispo e afirmou que Dom Orlando estaria fazendo “proselitismo político”. Na mesma fala, o então deputado também atacou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que classificou como um “câncer”.
A própria Alesp registrou posteriormente que D’Ávila chamou Dom Orlando de “vagabundo” e “safado”. O caso também foi levado à Comissão de Ética da Assembleia.
CNBB repudiou os ataques
A CNBB publicou uma carta aberta repudiando as declarações do parlamentar e afirmou que ele havia atacado Dom Orlando, o Papa Francisco e a própria entidade. A instituição disse que buscaria medidas jurídicas em relação às ofensas.
O presidente da Alesp à época também condenou as declarações e determinou a retirada das ofensas das notas taquigráficas, conforme as regras internas da Casa. D’Ávila posteriormente pediu desculpas pelo que chamou de pronunciamento “inapropriado, exagerado, descabido e infeliz”.
Novo episódio envolvendo Dom Orlando
O nome de Dom Orlando voltou ao debate político em setembro de 2026, quando o arcebispo emérito de Aparecida afirmou, durante uma celebração no Santuário Nacional, que os católicos deveriam votar em quem defendesse a soberania nacional.
A declaração foi interpretada por apoiadores de Flávio Bolsonaro como uma sinalização política. A fala ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e às discussões sobre soberania nacional e relações do Brasil com outros países.
O episódio de 2021, no entanto, permanece como um dos momentos em que o religioso foi alvo direto de ataques de um parlamentar ligado ao bolsonarismo. Na ocasião, além de “vagabundo” e “safado”, D’Ávila utilizou outras expressões ofensivas contra Dom Orlando e a CNBB durante o discurso na Alesp.
Fonte: Revista Fórum
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