Política

VOTAÇÃO NO SENADO

Veja como votaram os três senadores do Piauí na PEC da Segurança Pública

Ciro Nogueira, Jussara Lima e Marcelo Castro foram favoráveis à proposta nos dois turnos; texto estabelece mudanças na organização das forças de segurança e no combate às facções criminosas

Por Redação

04 de novembro de 2026 às 10:55 ▪ Atualizado há 12 minutos

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  • Os senadores do Piauí votaram a favor da PEC da Segurança Pública.
  • Ciro Nogueira votou contra a análise separada das emendas; Jussara Lima e Marcelo Castro participaram das votações principais.
  • A PEC foi aprovada com 73 votos no primeiro turno e 75 no segundo.
  • A proposta reforça a atuação do governo federal contra o crime organizado e promove a integração das forças de segurança.
  • Tentativas de alterar a maioridade penal foram discutidas, mas não incorporadas na PEC.
  • A PEC inclui o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, cria polícias municipais e amplia as funções da PRF.
  • Estabelece penas severas para facções criminosas e expropriação de bens de atividades criminosas.

Montagem/Piauí Hoje Senadores do Piauí : Ciro Nogueira, Jussara Lima e Marcelo Castro
Senadores do Piauí : Ciro Nogueira, Jussara Lima e Marcelo Castro

Os três senadores do Piauí votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada pelo Senado Federal na terça-feira (3). Ciro Nogueira (Progressistas), Jussara Lima (PSD) e Marcelo Castro (MDB) deram votos favoráveis ao texto tanto no primeiro quanto no segundo turno. Apesar da posição em comum sobre a proposta principal, houve divergência em uma votação relacionada à tramitação de emendas.

Ciro Nogueira votou contra o requerimento que previa a análise separada das emendas apresentadas à PEC. Já Jussara Lima e Marcelo Castro também participaram das duas votações da proposta principal, com posicionamento favorável nos dois turnos.

A aprovação ocorreu com 73 votos favoráveis na primeira votação e 75 na segunda. Não houve registro de votos contrários. Com o resultado, a matéria segue para promulgação.

A PEC modifica regras constitucionais relacionadas à segurança pública e estabelece mecanismos para ampliar a atuação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado. O texto também busca fortalecer a integração entre as forças de segurança da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Discussão sobre maioridade penal

Outro ponto que movimentou a sessão foi a tentativa de incluir no debate alterações na maioridade penal. O plenário decidiu votar a PEC sem apreciar os destaques apresentados pelo PL e pelo PT sobre o assunto.

O PL defendia a redução da maioridade penal para 16 anos em situações de crimes de menor gravidade e para 14 anos em casos de crimes hediondos. A proposta apresentada pelo PT previa a redução para 16 anos somente para crimes hediondos, mantendo a regra atual para os demais delitos.

Em vez de incorporar as mudanças à PEC da Segurança Pública, o Senado aprovou requerimentos para que as duas emendas tenham tramitação independente.

Quais são as principais mudanças previstas?

Entre as medidas aprovadas está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal. O objetivo é fortalecer a atuação conjunta das instituições responsáveis pela segurança pública e facilitar a cooperação entre os governos.

A proposta também abre espaço para a criação de polícias municipais voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário. Outra mudança amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias, além de prestar apoio a outras forças de segurança quando houver solicitação de governadores.

No enfrentamento às facções criminosas, o texto estabelece regras mais rigorosas para integrantes de organizações criminosas, paramilitares e milícias privadas. Entre as previsões está o cumprimento obrigatório de pena em estabelecimentos de segurança máxima ou de natureza especial.

Também estão previstas restrições à progressão de regime, à liberdade provisória, com ou sem fiança, e à saída temporária.

A proposta permite ainda a expropriação de bens, direitos e valores econômicos relacionados às atividades criminosas. A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal continuam sob competência privativa da União, assim como as normas referentes às atividades de inteligência.



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