Política

ELEIÇÕES NO WHAPSAPP

TSE pode desativar canais políticos no WhatsApp nas eleições

Minuta propõe suspender canais com mais de 200 mil seguidores 48h antes e 24h após o segundo turno.

Teresinha Ferreira

21 de outubro de 2026 às 13:51 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • O TSE avalia desativar canais do WhatsApp com conteúdo político e mais de 200 mil seguidores, 48 horas antes e 24 horas após o segundo turno das eleições.
  • A proposta foi redigida pelo ministro André Mendonça e visa proteger a integridade das eleições.
  • A minuta assegura que os critérios são objetivos e impessoais, afetando todos os canais políticos de grande alcance.
  • Grandes canais como "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio" podem ser impactados.
  • A medida se assemelha a restrições sobre conteúdo de campanha impulsionado.
  • Surgiu após questões judiciais envolvendo canais políticos, como o "Exército do Lula".

Agência Brasil Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia desativar canais de WhatsApp com conteúdo político e mais de 200 mil seguidores, 48 horas antes e 24 horas após o segundo turno das eleições, previsto para este domingo (25).

A proposta, contida em uma minuta de resolução, foi redigida pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, e surgiu após debates internos. De acordo com a minuta, a medida visa proteger a integridade do pleito, período em que não há tempo hábil para corrigir ou responder conteúdos ilícitos.

O gabinete de Mendonça destaca que essa não é uma iniciativa pessoal, mas uma tradição do vice-presidente da Corte Eleitoral redigir normas eleitorais. O texto afirma que os critérios considerados são objetivos e impessoais, aplicáveis a todos os canais políticos de grande alcance, independentemente do candidato ou partido.

A aprovação desta medida pode impactar grandes canais, como o “Exército do Lula”, com 7 milhões de inscritos, e “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de seguidores.

A minuta impõe restrições semelhantes às aplicadas ao conteúdo de campanha impulsionado, alegando que canais com grande audiência podem disseminar informações ilícitas sem controle devido à sua vasta abrangência.

Essa proposta surge após disputas judiciais envolvendo o canal “Exército do Lula”, retirado do ar por decisão do ministro Kássio Nunes Marques e posteriormente restabelecido pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva. O canal foi acusado de não registro no TSE e foi alvo de ações contraditórias.

Fonte: Agência Brasil