Política

ELEIÇÕES JUSTAS

TSE determina que Meta prove isonomia em campanhas eleitorais

Empresa tem 24 horas para esclarecer medidas após alegações de desigualdade nas plataformas.

Teresinha Ferreira

19 de outubro de 2026 às 11:05 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • O TSE deu 24 horas para a Meta comprovar isonomia na distribuição de conteúdos políticos em suas plataformas durante o segundo turno das eleições presidenciais.
  • A decisão ocorreu após a Meta falhar em apresentar esclarecimentos previamente solicitados.
  • A campanha de Lula alegou que conteúdos a favor dele estavam sendo desfavorecidos e que havia desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos.
  • O TSE já exigia tratamento igualitário entre campanhas e impôs uma multa diária de R$ 1 milhão por não conformidade.
  • A Meta foi ordenada a mostrar como funcionam seus sistemas de recomendação e dados sobre o alcance de anúncios, investigar perfis inautênticos e identificar conteúdos alterados.
  • Em resposta, a Meta disse que tomou medidas para garantir equidade e segurança nas recomendações e anúncios.

Agência Brasil Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Tribunal Superior Eleitoral (TSE),

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através do ministro Marco Aurélio Buzzi, deu 24 horas para que a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove a devida isonomia na distribuição de conteúdos políticos em suas plataformas durante o segundo turno das eleições presidenciais.

A decisão veio após a Meta não apresentar os esclarecimentos pedidos inicialmente em um prazo de 72 horas. A solicitação partiu de uma queixa da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, onde a coligação afirmou que conteúdos ligados a ele estavam sendo desfavorecidos em relação a seus adversários. Também foi denunciada uma possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos.

O TSE já havia ordenado que a Meta garantisse tratamento igualitário entre as campanhas. Caso não apresente as medidas adotadas, a empresa enfrenta uma multa diária que passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

A nova ordem do TSE inclui a apresentação de informações sobre o funcionamento dos sistemas de recomendação de posts, dados sobre o alcance de anúncios das campanhas no segundo turno, investigações sobre redes de perfis inautênticos e a identificação de conteúdos alterados sinteticamente.

A Meta respondeu que, em linha com as regras brasileiras, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e tomou medidas adicionais para evitar a criação de imagens com base apenas nos nomes e números dos candidatos.

Fonte: Agência Brasil