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TSE cobra explicações da Meta e X sobre conteúdo político

Cueva quer detalhes sobre favorecimento a Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Teresinha Ferreira

23 de outubro de 2026 às 10:04 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • O TSE, sob a relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, exigiu explicações da Meta e da rede social X sobre a remoção de publicações e a distribuição de conteúdos políticos.
  • A decisão vem após a campanha de Lula da Silva alegar favorecimento a Flávio Bolsonaro.
  • Um vídeo crítico a Flávio, apresentado por MC Cabelinho, foi removido do Instagram, supostamente devido ao uso excessivo de IA.
  • A defesa de Lula afirma que há tratamento desigual na plataforma.
  • O corregedor eleitoral destacou a necessidade de esclarecimentos, mas mencionou a falta de evidências conclusivas de tratamento diferenciado.
  • A Meta foi solicitada a revisar o material manualmente.
  • A campanha de Lula também alega alcance desigual dos anúncios pagos e comportamento diferenciado da ferramenta de IA Grok.
  • A Meta nega tratamento desigual e reforça seu compromisso com as regras eleitorais.
  • Uma reunião com representantes das principais redes sociais está agendada antes do segundo turno.

Agência Brasil TSE cobra explicações da Meta e X
TSE cobra explicações da Meta e X

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 24 horas para que a Meta e a rede social X expliquem a remoção de publicações e a distribuição de conteúdos políticos. A decisão surge após alegações da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva sobre um possível favorecimento a Flávio Bolsonaro, adversário no segundo turno.

A campanha de Lula destacou a remoção de um vídeo crítico a Flávio, apresentado por MC Cabelinho no Instagram, que teria sido retirado por uso excessivo de Inteligência Artificial. Segundo a defesa de Lula, esse é um exemplo de tratamento desigual na plataforma.

O corregedor eleitoral considera que, com a proximidade do segundo turno, é necessário esclarecer as razões para a remoção e garantir uma reavaliação justa do conteúdo. No entanto, Cueva apontou que não há evidências conclusivas de tratamento diferenciado baseado em orientação política até o momento. Ele solicitou que a Meta revisasse o material manualmente.

A campanha de Lula também acusa as redes de alcance desigual dos anúncios pagos, alegando que conteúdos ligados ao presidente têm menos visibilidade. Existe também a crítica ao comportamento da ferramenta de IA Grok, integrada ao X, que, segundo a campanha, responde de forma diferenciada a questionamentos sobre os candidatos.

Conforme informações enviadas ao presidente do TSE, Nunes Marques, a Meta negou qualquer tratamento desigual e reafirmou seu compromisso com as regras da Justiça Eleitoral. Uma última reunião com representantes das principais redes sociais está prevista para antes do segundo turno.

Fonte: Agência Brasil



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