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Política Eleitoral

TSE anula votos de Garotinho e Ruas é eleito no 1º turno

Retotalização dos votos exclui Garotinho e garante vitória a Douglas Ruas

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 13:11 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O TSE anulou os votos de Anthony Garotinho na eleição para governador do RJ.
  • A decisão foi tomada com 5 votos a 2.
  • Foi determinada uma nova totalização dos votos válidos, excluindo os de Garotinho.
  • Com a anulação, Douglas Ruas supera 50% dos votos válidos e é eleito no primeiro turno.
  • Na contagem inicial, Ruas tinha 49,27% dos votos válidos.
  • A exclusão dos 274.411 votos de Garotinho alterou o resultado.
  • Garotinho estava inelegível devido a condenação por improbidade administrativa.
  • A decisão se enquadra na Lei da Ficha Limpa.
  • Ministros Mendonça, Toffoli, Nunes Marques e Aranha apoiaram a decisão do relator.
  • Ministros Cueva e Reis Júnior argumentaram que os votos de Garotinho poderiam forçar um segundo turno.
  • O TRE-RJ deve declarar oficialmente o novo resultado.
  • O advogado de Eduardo Paes defendeu que votos nulos não deveriam alterar o resultado.

Agência Brasil Ruas é eleito no 1º turno
Ruas é eleito no 1º turno

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8) com 5 votos a 2, determinando que uma nova totalização dos votos válidos seja feita, excluindo os direcionados a Garotinho.

Com a anulação, Douglas Ruas (PL) ultrapassa a marca de 50% dos votos válidos, elegendo-se no primeiro turno. Na primeira contagem, Ruas tinha 49,27% dos votos válidos, mas a exclusão dos 274.411 votos de Garotinho mudou o cenário.

O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, destacou que Garotinho estava inelegível por condenação em improbidade administrativa, enquadrando-se na Lei da Ficha Limpa. O TSE entendeu que não havia como considerar válidos os votos destinados a ele.

Ministros que seguiram o relator incluíram André Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques e Estela Aranha. Já os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior opinaram que, embora Garotinho devesse ser declarado inelegível, seus votos poderiam ser considerados para forçar um segundo turno.

Após desistir de um recurso inicial, Garotinho teve seus votos computados provisoriamente até o julgamento dessa semana. Agora, cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) declarar oficialmente o novo resultado.

No contexto, o advogado de Eduardo Paes, José Roberto de Castro Neves, argumentou que os votos nulos por decisão judicial não deveriam influenciar o resultado. A perspectiva é que com a decisão do TSE, um novo pleito seja desnecessário.

Fonte: Agência Brasil