Política

SOBERANIA NACIONAL

Santos Cruz diz que Flávio Bolsonaro não representa a direita e o chama de “vigarice”

Ex-ministro de Jair Bolsonaro criticou encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump e acusou integrantes da família de adotar postura de submissão aos Estados Unidos

Por Redação

23 de outubro de 2026 às 11:19 ▪ Atualizado há 56 minutos

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  • Santos Cruz criticou Flávio e Eduardo Bolsonaro por buscar apoio nos EUA, chamando isso de "vigarice".
  • Destacou que a imagem de Flávio com Trump em 2026 representa subordinação, não diplomacia.
  • Criticou políticos que usam bonés MAGA, afirmando que contradizem o patriotismo brasileiro.
  • Acusou Eduardo Bolsonaro de buscar sanções contra o Brasil em Washington.
  • Afirmou que essa busca de apoio externo ameaça a soberania nacional.
  • Rejeitou a justificativa de que essas ações são baseadas em ideologia de direita.
  • As declarações fazem parte de uma série de entrevistas do canal Revelando.

Agência Brasil General Santos Cruz
General Santos Cruz

O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, criticou Flávio e Eduardo Bolsonaro por suas articulações com os Estados Unidos. Em entrevista ao jornalista Bruno Torturra, do canal Revelando, Santos Cruz classificou como “vigarice” a busca por apoio externo para influenciar a política brasileira e afirmou que esse tipo de iniciativa representa uma ameaça à soberania nacional.

Um dos alvos das críticas foi a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado do presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, em maio de 2026. Para o general, a cena não demonstra uma relação diplomática entre iguais, mas uma postura de subordinação.

“Isso não é busca de apoio. Busca de apoio é uma coisa. A busca de interferência é traição”, declarou Santos Cruz ao comentar a aproximação entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades norte-americanas.

Santos Cruz critica Flávio e Eduardo Bolsonaro

Durante a entrevista, o general também criticou políticos brasileiros que utilizam bonés com a inscrição Make America Great Again (MAGA), lema associado ao movimento político de Donald Trump. Entre os nomes mencionados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o deputado federal Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro.

Na avaliação de Santos Cruz, o uso do símbolo representa uma contradição para políticos que se apresentam como defensores do patriotismo brasileiro.

“São pessoas que se dizem patriotas, mas perderam totalmente o sentimento de patriotismo, porque aquilo ali é uma marca registrada de propaganda de um partido político dos Estados Unidos”, afirmou.

O general reservou críticas ainda mais duras a Eduardo Bolsonaro, que, segundo ele, foi a Washington para buscar sanções contra o Brasil. Santos Cruz classificou a iniciativa como algo inimaginável e questionou suas possíveis consequências jurídicas.

“Eu nem sei se tem na legislação o enquadramento para isso”, disse.

General vê ameaça à soberania brasileira

Ao aprofundar as críticas, Santos Cruz afirmou que a procura por apoio estrangeiro, da maneira como teria ocorrido, ultrapassa os limites de uma articulação política convencional.

“A busca de apoio externo, da maneira como foi feita, é um absurdo e realmente um ataque à soberania do Brasil, não tenho dúvida nenhuma. É submissão voluntária”, declarou.

Para o militar da reserva, a aproximação com os Estados Unidos, nessas circunstâncias, favorece os interesses de uma potência estrangeira sem que seja necessário impor diretamente essa relação. Ele argumentou que o comportamento de políticos brasileiros pode comprometer a defesa dos interesses nacionais.

Santos Cruz também rejeitou a ideia de que essas atitudes possam ser justificadas por posicionamentos ideológicos de direita. Ao comentar o comportamento do grupo político ligado à família Bolsonaro, foi enfático: “Isso aí não é direita, isso se chama vigarice”.

O general acrescentou que o fanatismo político pode comprometer valores como o patriotismo e levar pessoas a colocar interesses políticos acima de outros compromissos.

Entrevista integra série do canal Revelando

As declarações foram feitas em uma entrevista conduzida por Bruno Torturra, em Brasília, para o canal Revelando. A conversa integra a série de videorreportagens intitulada Pátria Submissa, apresentada pelo ator Wagner Moura.

A entrevista aborda as relações entre integrantes da família Bolsonaro e representantes políticos dos Estados Unidos, além dos possíveis impactos dessas articulações para a soberania brasileira.

As avaliações sobre traição, submissão e interferência estrangeira refletem a interpretação de Santos Cruz sobre os episódios citados. Eventuais responsabilidades jurídicas relacionadas às condutas mencionadas dependem da análise dos fatos e da legislação aplicável.

Fonte: Revista Fórum



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