Política

FARRA NA PANDEMIA

Quem são os empresários que organizaram festa com prostitutas para Flávio Bolsonaro

Danilo Trento e Francisco Maximiano são ligados à Precisa Medicamentos, empresa investigada pela CPI da Covid por negociações envolvendo a vacina Covaxin

Da Redação

22 de outubro de 2026 às 10:47 ▪ Atualizado há 30 minutos

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  • Empresários Danilo Trento e Francisco Maximiano organizaram uma festa em um iate em Brasília que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro e garotas de programa.
  • O evento ocorreu em 17 de julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19.
  • Trento e Maximiano são ligados à Precisa Medicamentos, envolvida em negociações para a compra da vacina Covaxin pelo governo federal.
  • Trento presenteou Flávio com um Rolex e está envolvido em investigações relacionadas à Covaxin e a possíveis irregularidades no INSS.
  • Maximiano esteve nas negociações da Covaxin, um contrato cancelado de R$ 1,6 bilhão, e se reuniu com o presidente do BNDES a pedido de Flávio.
  • A Barão Turismo, de Raphael Barão, organizou a logística e recebeu pagamentos da Precisa Medicamentos.
  • A festa ganhou atenção devido às ligações investigadas entre os participantes e a negociação da Covaxin.
  • Flávio Bolsonaro negou relações comerciais com Maximiano e defendeu a Precisa nas investigações.

Agência Senado/ Fotomontagem portal Piauí Hoje Danilo Berndt Trento, Flávio Bolsonaro e Francisco Maximiano
Danilo Berndt Trento, Flávio Bolsonaro e Francisco Maximiano

Os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Emerson Maximiano são apontados como organizadores de uma festa em um iate no Lago Paranoá, em Brasília, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de garotas de programa. O evento ocorreu em 17 de julho de 2020, quando o Brasil enfrentava a pandemia de Covid-19. As informações são da Revista Piauí.

Os dois empresários têm ligação com a Precisa Medicamentos, empresa que ganhou projeção nacional durante as negociações para a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. O caso foi investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

Danilo Berndt Trento: ligação com a Precisa e presente a Flávio

Danilo Berndt Trento é empresário e foi diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos. A empresa atuou como representante do laboratório indiano Bharat Biotech nas tratativas para fornecer a vacina Covaxin ao Ministério da Saúde.

Segundo a reportagem sobre a festa, Trento participou da organização do encontro no iate e teria presenteado Flávio Bolsonaro com um relógio da marca Rolex. O episódio ocorreu durante a pandemia, período em que medidas de distanciamento social eram recomendadas para conter a disseminação do coronavírus.

Trento também foi citado em investigações relacionadas às negociações da Covaxin. A CPI da Covid apurou possíveis irregularidades na contratação da vacina e encaminhou pedidos de responsabilização em seu relatório final. A existência de investigações e acusações, porém, não equivale a uma condenação judicial.

Reportagens mais recentes também relacionaram o empresário a apurações sobre descontos associativos irregulares em benefícios do INSS. Eventuais responsabilidades nesse caso dependem da apuração das autoridades.

Francisco Maximiano: empresário por trás da Precisa

Francisco Emerson Maximiano é empresário e figura central na estrutura da Precisa Medicamentos. Ele esteve no centro das negociações para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, em um contrato estimado em R$ 1,6 bilhão.

A negociação foi alvo de questionamentos durante a CPI da Covid, que investigou a atuação de intermediários e as condições da contratação. O contrato acabou cancelado antes da execução, sem pagamento inicial do governo federal.

Em outubro de 2020, Flávio Bolsonaro também solicitou uma reunião entre Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empresário pretendia apresentar uma proposta relacionada ao financiamento de um projeto de telecomunicações. A iniciativa não resultou em financiamento contratado.

Flávio negou manter relações comerciais ou financeiras com Maximiano. Durante a CPI da Covid, o senador também saiu em defesa da Precisa e elogiou a atuação de Emanuela Medrades, diretora da empresa que prestou depoimento à comissão.

Raphael Barão e a logística da festa

Outro nome citado nas reportagens é o de Raphael Barão, proprietário da Barão Turismo, empresa que teria atuado na organização de viagens e na logística relacionada ao evento.

Empresas ligadas ao grupo da Precisa Medicamentos pagaram aproximadamente R$ 4 milhões à Barão Turismo em 2020, segundo informações divulgadas pela imprensa. Barão negou acusações de lavagem de dinheiro.

A relação comercial entre as empresas foi mencionada no contexto das conexões entre os empresários envolvidos nas negociações da Covaxin e a organização da festa em Brasília.

Como foi a festa durante a pandemia

A festa ocorreu em 17 de julho de 2020, em um iate no Lago Paranoá, em Brasília. De acordo com as reportagens, três garotas de programa foram levadas de São Paulo para participar do encontro, que contou com a presença de Flávio Bolsonaro.

Naquele dia, o Brasil registrava milhares de mortes provocadas pela Covid-19. Segundo os dados citados nas reportagens, o país havia alcançado a marca de 76.822 mortes pela doença.

O evento voltou ao debate público por reunir o senador e empresários que posteriormente ficaram associados às investigações sobre a negociação da Covaxin. As informações sobre a festa e as relações entre os participantes foram divulgadas pela imprensa; elas não constituem, por si só, prova de crime por parte de Flávio Bolsonaro.

O que liga os empresários ao caso Covaxin

A Precisa Medicamentos representava a Bharat Biotech nas negociações para a venda da Covaxin ao Ministério da Saúde. O acordo previa a aquisição de 20 milhões de doses por cerca de R$ 1,6 bilhão, mas foi cancelado antes de ser executado.

A CPI da Covid investigou o processo de contratação, incluindo a atuação de intermediários e possíveis irregularidades. O relatório final recomendou o indiciamento de pessoas envolvidas, mas recomendações parlamentares não equivalem a condenações judiciais.

A reunião solicitada por Flávio Bolsonaro para aproximar Maximiano do então presidente do BNDES também passou a integrar o conjunto de informações sobre as relações entre o senador e empresários ligados à Precisa. Flávio negou vínculos comerciais e financeiros com o grupo.

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Fonte: Revista Piauí e Revista Fórum



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