Política

Remoção de perfis na eleição

MPF investiga remoção de perfis por Meta e X na eleição de 2026

Sociedade civil denuncia restrições sem justificativa nas redes sociais

Da Redação

14 de outubro de 2026 às 14:31 ▪ Atualizado há 22 horas

Ver resumo
  • A PFDC do MPF investiga a moderação de conteúdo pela Meta e X durante as eleições de 2026.
  • Denúncias feitas por várias organizações civis relatam bloqueios e remoções injustificadas.
  • Entre os afetados estão "Revelando Brasil" de Fábio Porchat e a Mídia Ninja.
  • A PFDC solicitou explicações às plataformas, com prazo de cinco dias para resposta.
  • O foco é proteger a liberdade de expressão e garantir transparência, conforme o Marco Civil da Internet e decisões do STF.
  • A investigação também envolve a PGE para análise abrangente.

Ministério Público Federal (MPF) MPF investiga remoção de perfis por Meta e X na eleição de 2026

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), ligada ao Ministério Público Federal (MPF), iniciou um procedimento para investigar a legalidade das práticas de moderação de conteúdo pela Meta e o X durante o período eleitoral de 2026. A ação segue denúncias de organizações civis sobre bloqueios e remoções injustificadas em redes sociais.

Entre as entidades que levaram a questão à atenção pública estão a Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. Elas apontam mais de mil casos de restrições arbitrárias a contas de indivíduos e organizações, afetando perfis como o "Revelando Brasil" de Fábio Porchat e a Mídia Ninja.

A PFDC enviou ofícios à Meta e ao X, solicitando explicações detalhadas sobre os casos relatados, com um prazo de resposta de cinco dias. As plataformas devem especificar se as ações derivaram de ordens judiciais ou de algoritmos e garantir a existência de canais para defesa e notificação dos usuários.

As investigações se fundamentam nos direitos à liberdade de expressão, acesso à informação e participação política. O processo considera o Marco Civil da Internet e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que reforçam a necessidade de transparência e justificativa nas restrições de conteúdo.

Além dos perfis individualizados, a repressão afetou comunicadores, jornalistas, veículos independentes e coletivos culturais. Documentações pertinentes foram também compartilhadas com a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para uma análise mais abrangente das situações reportadas.

Procedimento Administrativo nº 1.00.000.010190/2026-65.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)