Política

DEFESA

Moraes dá 48 horas para defesa de Collor apresentar íntegra de exames

Defesa pede cumprimento de pena em prisão domiciliar humanitária

Sol

29 de abril de 2025 às 13:00


Ministro do STF Alexandre de Moraes 18/06/2024
Ministro do STF Alexandre de Moraes 18/06/2024

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (29) que a defesa do ex-presidente Fernando Collor apresente, em até 48 horas, a integra dos exames médicos que comprovem seu estado de saúde, incluindo exames de imagem. Moraes também solicitou explicações sobre a ausência de exames realizados entre 2019 e 2022 relativos à doença de Parkinson, mencionada pela defesa como uma das patologias do ex-presidente.

A solicitação foi feita após a defesa de Collor ter encaminhado ao STF alguns documentos para justificar o pedido de prisão domiciliar humanitária. A defesa alega que Collor, devido a suas doenças graves e sua idade avançada (75 anos), necessita de acompanhamento médico contínuo e equipamentos especiais, condições que seriam mais adequadas em um regime domiciliar. Além da doença de Parkinson, ele foi diagnosticado com apneia obstrutiva do sono e transtorno afetivo bipolar, conforme atestado do neurologista Rogério Tuma.

Em resposta, Moraes já havia concedido anteriormente um prazo de 48 horas (na segunda-feira, 28) para que a defesa apresentasse um prontuário médico completo. O ministro relator é responsável por analisar a solicitação de prisão domiciliar, mas pode encaminhar a questão para o plenário do STF, dependendo da análise e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também se manifestará sobre o pedido.

Contexto da prisão

Fernando Collor foi preso na última sexta-feira (25), por determinação de Moraes, após a execução da pena de 8 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado, relacionada aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi condenado em maio de 2023, no âmbito da Operação Lava Jato, por receber R$ 20 milhões em vantagens ilícitas entre 2010 e 2014, em contratos envolvendo a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Collor, que foi presidente do Brasil, ex-governador de Alagoas e ex-senador, foi condenado por usar sua posição no PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) para fazer indicações políticas à empresa, em troca de propina.

O Supremo, por 6 votos a 4, decidiu manter a prisão após a análise de um recurso apresentado pela defesa de Collor, que foi considerado protelatório — ou seja, tinha a intenção de adiar a execução da pena.

Situação atual de Collor

Atualmente, Fernando Collor está preso no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL), em uma ala especial destinada a ex-presidentes. A decisão de Moraes de mantê-lo em prisão domiciliar continua sendo analisada, e dependerá da apresentação dos exames médicos e de outros documentos solicitados pela Justiça.

Essa situação continua a ser acompanhada de perto, tanto pela sociedade quanto pelos profissionais do direito, pois envolve um ex-presidente em processo judicial altamente visível.

Fonte: Agência Brasil



@production @if(request()->routeIs('site.home.index')) @endif @endproduction