Política

INVESTIGAÇÃO

Ministério da Igualdade Racial apura racismo em ato bolsonarista

Ofícios foram enviados a órgãos responsáveis para investigar episódio ocorrido no Rio

Da Redação

25 de outubro de 2026 às 13:08 ▪ Atualizado há 54 minutos

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  • O Ministério da Igualdade Racial pediu investigação sobre um possível crime de racismo.
  • O incidente ocorreu em um evento de campanha de Flávio Bolsonaro, em que um homem negro foi acorrentado por um apoiador branco.
  • O indivíduo negro foi chamado de "Luladrão, Satanás e Capiroto" durante a manifestação.
  • O evento aconteceu na presença de figuras políticas como Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas e Douglas Ruas.
  • O Ministério da Igualdade Racial considera a ação inaceitável e similar a dinâmicas históricas de crimes contra a humanidade.
  • Anielle Franco relatou o caso no X e mencionou outro incidente de intolerância religiosa em Belo Horizonte.

Agência Brasil Vídeo mostra apoiador de Flávio conduzindo homem negro acorrentado
Vídeo mostra apoiador de Flávio conduzindo homem negro acorrentado

O Ministério da Igualdade Racial acionou o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para investigar um suposto crime de racismo. O caso ocorreu no dia 24, durante uma manifestação em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

Um vídeo nas redes sociais exibe um apoiador branco conduzindo um homem negro acorrentado durante um evento de campanha na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. O homem negro era chamado de "Luladrão, Satanás e Capiroto".

O episódio aconteceu enquanto Flávio Bolsonaro estava em um trio elétrico com o deputado Nikolas Ferreira, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e o governador eleito do Rio Douglas Ruas.

Conforme nota do ministério, "é inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada, uma reprodução de dinâmicas históricas reconhecidas pela ONU como crimes contra a humanidade".

A deputada Anielle Franco (PT) declarou no X que acionaria o ministério sobre este caso e outro de intolerância religiosa em Belo Horizonte, onde uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi destruída durante ato pró-Flávio Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil



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