Política

ELEIÇÕES 2026

Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal

Candidata do PL estreia nas urnas com vitória e terá mandato de oito anos no Senado

Da Redação

04 de outubro de 2026 às 18:42 ▪ Atualizado há 47 minutos

Ver resumo
  • Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita ao Senado pelo Distrito Federal, marcando sua estreia eleitoral.
  • Ela concorreu ao lado de Bia Kicis (PL), ambas apoiando Flávio Bolsonaro à presidência.
  • Michelle conquistou 28,97% dos votos contra 27,40% de Bia Kicis.
  • Ela ganhou destaque como primeira-dama entre 2019 e 2022 e lidera o movimento PL Mulher desde 2023.
  • Sua campanha enfatizou valores familiares, cristãos e políticas para mulheres.
  • Em 2026, duas das três cadeiras do Distrito Federal foram renovadas.
  • Sua eleição segue após crise familiar com Flávio Bolsonaro, com quem ela se reaproximou.
  • Michelle terá um mandato de oito anos no Senado, com suplentes Diego Torres e Cristian Viana.
  • A eleição reforça a presença da família Bolsonaro no Congresso Nacional.

Brasília Alta Frequência Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro
Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita neste domingo (4) para uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado Federal. A vitória marca a estreia de Michelle em uma eleição e amplia a presença da família Bolsonaro no Congresso Nacional.

Michelle disputou a vaga ao lado da ex-deputada federal Bia Kicis (PL), que também concorreu ao Senado pelo Distrito Federal. As duas integraram a coligação “Propósito e Ação” e apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro, enteado de Michelle, à Presidência da República.

Com 95,68% das urnas apuradas, Michelle Bolsonaro contabilizava 28,97% dos votos; Bia Kicis obteve 27,40% até o momento. 

1791150535552.jpg

Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, Michelle tem 44 anos. Antes de ingressar diretamente na política eleitoral, ganhou projeção nacional durante os quatro anos em que ocupou o posto de primeira-dama, entre 2019 e 2022, ao lado do então presidente Jair Bolsonaro.

Após o fim do governo, Michelle assumiu, em 2023, a presidência nacional do PL Mulher, movimento do partido voltado à participação feminina na política. À frente da organização, percorreu diferentes estados e passou a atuar diretamente na articulação política da legenda.

Campanha no Distrito Federal

Na campanha para o Senado, Michelle concentrou sua atuação no eleitorado do Distrito Federal. O discurso apresentado durante o período eleitoral deu destaque a pautas ligadas à família, aos valores cristãos e a políticas voltadas às mulheres.

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º), na reta final da campanha, mostrava Michelle com 23% das intenções de voto no Distrito Federal. Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis apareciam numericamente empatadas, com 18% cada.

A eleição para o Senado ocorre em turno único. Em 2026, duas das três cadeiras destinadas ao Distrito Federal foram renovadas. A terceira cadeira permanece com a senadora Damares Alves (Republicanos), que ainda tem quatro anos de mandato.

Primeira eleição

Esta foi a primeira vez que Michelle disputou diretamente um cargo eletivo. Sua entrada na política eleitoral ocorre após anos de exposição pública como primeira-dama e de atuação partidária no PL.

Durante a campanha, Michelle também esteve no centro de uma crise política familiar. Em junho, ela publicou um vídeo no qual fez críticas ao enteado Flávio Bolsonaro. O episódio provocou repercussão e, posteriormente, os dois retomaram a aproximação política. Durante a campanha presidencial, Michelle participou de uma peça ao lado de Flávio, em uma sinalização pública de reaproximação.

Michelle deixa agora a condição de liderança partidária e passa a ocupar uma cadeira no Senado, onde terá mandato de oito anos. Seus suplentes serão Diego Torres (PL), seu irmão, e Cristian Viana (Podemos). Diego trabalhou como assessor especial no governo de São Paulo durante a gestão de Tarcísio de Freitas.

A eleição coloca Michelle no centro da atuação política do PL no Senado e mantém a família Bolsonaro com forte presença institucional no Congresso Nacional.