Saúde e sociedade
Teresinha
03 de maio de 2026 às 10:07 ▪ Atualizado há 51 minutos
A popularização dos medicamentos subcutâneos para tratamento da obesidade, conhecidos como canetas emagrecedoras, está gerando debates intensos. Embora sejam eficazes e contêm endosso de sociedades médicas, seu uso sem acompanhamento profissional é preocupante, especialmente por quem não tem obesidade.
Para Fernanda Scagluiza, professora da USP, a atratividade das canetas se origina na "economia moral da magreza". Esta questão foi discutida no programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em 27 de março.
Economia moral da magreza
Scagluiza explica que a "economia moral" atribui virtude a corpos magros, enquanto corpos gordos são estigmatizados. "Um corpo magro é visto como virtuoso", afirma, enquanto corpos gordos enfrentam preconceitos perigosos.
Ela ressalta que pessoas magras tendem a ter privilégios sociais, enquanto as pessoas gordas enfrentam opressão.
Impacto dos padrões de beleza
Os padrões de beleza mudam ao longo do tempo, mas sempre criam barreiras à diversidade. "A busca pela magreza deixa muita gente de fora", alerta Scagluiza, apontando o papel das indústrias que vendem soluções para esses padrões.
"Toda gordura será castigada", diz ela, referindo-se à pressão estética e gordofobia enfrentada por muitos, incluindo pessoas que não têm obesidade.
Influência das canetas emagrecedoras
Scagluiza observa que as canetas emagrecedoras reacenderam o ideal de magreza extrema, o que prejudica conquistas femininas e fortalece movimentos sociais conservadores.
Medicalização e saúde mental
Ela critica a medicalização do corpo, onde aspectos sociais tornaram-se médicos, destacando os perigos de ver a comida apenas como remédio. "Mulheres chamam as canetas de 'vacina contra fome'", diz, alertando sobre os efeitos na saúde mental.
Assista ao programa completo
Para mais sobre este tema, assista ao episódio completo no YouTube da TV Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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