Política

SAÍDA

Mais de 20 ministros do governo Lula devem deixar cargos para disputar eleições

De acordo com a legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar eleições precisam deixar os cargos até o dia 4 de abril

Da Redação

Terça - 31/03/2026 às 11:58



Foto: Ricardo Stuckert Lula com ministros de seu governo em janeiro de 2025
Lula com ministros de seu governo em janeiro de 2025

A expectativa no Palácio do Planalto é de que mais de 20 ministros deixem seus cargos nas próximas semanas, seja para concorrer a cargos eletivos ou para atuar diretamente nas campanhas. A movimentação deve provocar uma das maiores mudanças no primeiro escalão desde o início do atual mandato.

Prazo eleitoral acelera mudanças

De acordo com a legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar eleições precisam deixar os cargos até o dia 4 de abril. O prazo pressiona o governo a acelerar a reforma ministerial e definir substituições rapidamente.

A estratégia adotada é priorizar a continuidade administrativa. Em muitos casos, secretários-executivos devem assumir os ministérios, evitando interrupções em políticas públicas. Em outras situações, nomes técnicos e políticos ainda estão em avaliação.

Um exemplo já definido é a substituição na Fazenda, com a saída de Fernando Haddad e a nomeação de Dario Durigan.

Saídas confirmadas e possíveis mudanças

Entre as saídas já confirmadas estão:

  • Fernando Haddad (Fazenda), que deve disputar o governo de São Paulo;
  • Rui Costa (Casa Civil), que deve concorrer ao Senado pela Bahia.

Outros ministros também são cotados para deixar o governo e disputar diferentes cargos:

Governos estaduais:

  • Renan Filho (Transportes) — Alagoas
  • Camilo Santana (Educação) — Ceará

Senado:

  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) — Paraná
  • Simone Tebet (Planejamento) — São Paulo
  • Marina Silva (Meio Ambiente) — São Paulo
  • André Fufuca (Esporte) — Maranhão
  • Carlos Fávaro (Agricultura) — Mato Grosso
  • Waldez Góes (Integração) — Amapá

Câmara dos Deputados:

  • Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) — Pernambuco
  • Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) — São Paulo
  • Anielle Franco (Igualdade Racial) — Rio de Janeiro
  • Sônia Guajajara (Povos Indígenas) — São Paulo

Outros nomes também podem deixar o governo para atuar na campanha, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e Márcio França.

Continuidade e estabilidade

Apesar da grande reformulação, o governo busca manter a estabilidade administrativa, principalmente em áreas consideradas estratégicas, como economia e articulação política.

A orientação é que os novos ministros mantenham o ritmo das ações e garantam a continuidade das políticas públicas, com o objetivo de chegar ao período eleitoral com resultados consolidados.

Fonte: Revista Fórum

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