Política

RACISMO E RELIGIÃO

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre racismo e religião

Idafro compara planos dos candidatos em questões raciais e religiosas no Brasil

Teresinha Ferreira

23 de outubro de 2026 às 07:31 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A campanha eleitoral no Brasil é marcada por debates sobre racismo e intolerância religiosa, centrando-se nos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Lula reconhece a discriminação racial como central para desigualdades e propõe ações afirmativas e regularização de terras quilombolas e indígenas.
  • Flávio Bolsonaro nega a existência de racismo em suas declarações e plano de governo, que não menciona "racismo" ou "inclusão racial".
  • O Idafro critica o sistema de reconhecimento facial defendido por Flávio, afirmando que pode prejudicar pessoas negras.
  • Lula é visto como comprometido no combate ao racismo religioso, propondo proteção para terreiros religiosos.
  • Há registros de desinformação contra Lula e relacionadas a religiões de matriz africana durante a campanha.
  • Flávio Bolsonaro não respondeu ao levantamento do Idafro.
  • O Brasil apresenta um cenário religioso diverso, com maioria católica e evangélica, em um Estado laico.
  • Houve 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo o Disque Direitos Humanos.

Agência Brasil Racismo e religião
Racismo e religião

O debate sobre racismo e intolerância religiosa marca a campanha eleitoral no Brasil, com comparações entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) publicou uma análise detalhada das posições dos candidatos.

Enquanto Lula reconhece a discriminação racial como raiz de desigualdades, propondo medidas como ações afirmativas e regularização de terras quilombolas e indígenas, Flávio Bolsonaro nega a existência de racismo nas suas declarações e programa de governo.

O Idafro destaca a ausência de termos como "racismo" e "inclusão racial" no plano de Flávio, com base em levantamentos feitos em sites oficiais. O dossiê Igualdade Racial e Racismo Religioso nas Ações e Posições de Lula e Flávio está disponível na íntegra na internet.

Na questão da segurança pública, o sistema de reconhecimento facial defendido por Flávio é visto pelo instituto como um risco de criminalização para pessoas negras, devido a taxas de erro mais altas em rostos negros. O programa de Lula, por outro lado, foca na proteção da juventude negra contra violência.

O Idafro também aponta o compromisso de Lula com o combate ao racismo religioso, citando a criação de políticas de proteção aos terreiros religiosos. Episódios de desinformação contra Lula durante a campanha, envolvendo religiões de matriz africana, também são mencionados.

A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada para responder ao levantamento, mas não se manifestou até o momento.

O cenário religioso no Brasil é variado, com maiorias católica e evangélica convivendo sob um Estado laico, conforme a Constituição. Denúncias de intolerância religiosa registradas entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, somaram 2.774 casos, de acordo com o Disque Direitos Humanos.

Fonte: Agência Brasil



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