Política

TRABALHO

Lula defende descanso e diz que 5x2 não quebrará empresas

Presidente rebate críticas à emenda que institui escala 5x2 e reduz jornada semanal.

Teresinha Ferreira

16 de outubro de 2026 às 12:59 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Lula promulgou a Emenda Constitucional 221 que estabelece a escala de trabalho 5x2, diminuindo a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salários.
  • A medida visa balancear a saúde dos trabalhadores com a continuidade das atividades empresariais.
  • Críticas de entidades empresariais apontam possíveis prejuízos econômicos, mas Lula citou avanços tecnológicos e históricos para refutar esses argumentos.
  • Comparações com resistências passadas a avanços trabalhistas, como o 13º salário, foram feitas.
  • O Ipea estima diferentes impactos econômicos, de 6,6% em custos no setor de vigilância a apenas 1% no comércio e indústria.
  • Uma medida para microempresas foi incluída para aumentar o limite de faturamento dos MEIs e permitir a contratação de até dois funcionários.

Agência Brasil Presidente Luiz Inácio Lula da Silv
Presidente Luiz Inácio Lula da Silv

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (16) que o fim da escala 6x1 não comprometerá as empresas. Durante a promulgação da Emenda Constitucional 221, que estabelece a escala 5x2, Lula ressaltou a importância do descanso para os trabalhadores.

"Ninguém quer que a empresa quebre, mas também não queremos que um trabalhador morra por falta de descanso,” declarou Lula, destacando que a medida conciliará a saúde dos funcionários e a continuidade das atividades empresariais.

Com as novas regras, a jornada semanal passará de 44 para 40 horas, sem redução de salários. O impacto da mudança tem gerado críticas de entidades empresariais que preveem prejuízos econômicos, mas Lula refutou esses argumentos ao lembrar avanços tecnológicos e históricos.

O presidente destacou que, assim como na Constituição de 1988 e na campanha pelo 13º salário, sempre surgem objeções ao avanço de direitos trabalhistas. "Foi assim em todas as lutas”, recordou, citando histórica resistência a conquistas dos trabalhadores.

Pesquisas sobre os efeitos econômicos divergem. Segundo o Ipea, a mudança aumentará em até 6,6% os custos em setores como vigilância, mas terá impacto de apenas 1% em comércio e indústria.

Para aliviar as microempresas, o projeto aprovado na Câmara aumenta o limite de faturamento dos MEIs e permite a contratação de até dois funcionários para mitigar os efeitos da mudança.

Fonte: Agência Brasil