Política

REUNIÃO

Lula convoca reunião com economistas e integrantes da equipe econômica

Presidente reúne Haddad, Durigan e Galípolo para discutir rumos da economia

Da Redação

05 de novembro de 2026 às 11:15 ▪ Atualizado há 24 minutos

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  • Lula convocou reunião com integrantes e ex-integrantes da equipe econômica para discutir rumos da economia brasileira.
  • Participantes incluem atuais e ex-ministros da Fazenda, presidente do Banco Central e do BNDES.
  • Objetivo é traçar diretrizes para o próximo mandato e enfrentar o pessimismo do mercado.
  • Discussão interna sobre equilíbrio entre controle de despesas e promessas sociais do governo.
  • Divergência entre freio nas despesas públicas e foco no crescimento econômico e juros elevados.
  • Rumores de medidas heterodoxas foram negados pelo ministro da Fazenda.
  • Governo busca atrair capital estrangeiro em setores estratégicos.
  • Reunião também faz parte das articulações para equipe econômica do próximo mandato, ainda sem anúncios definidos.

Ricardo Stuckert/PR Lula convoca reunião extraordinária com equipe e conselheiros econômicos
Lula convoca reunião extraordinária com equipe e conselheiros econômicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião com integrantes e ex-integrantes da equipe econômica para discutir os rumos da economia brasileira nesta quinta-feira (5), em Brasília. 

Entre os nomes chamados estão o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ex-ministro da pasta Fernando Haddad. Também foram convidados o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

A reunião aproxima nomes que ocupam ou já ocuparam posições estratégicas na condução da economia durante os governos do PT. A intenção é discutir alternativas para enfrentar o cenário econômico e definir diretrizes para o próximo mandato.

O Palácio do Planalto tenta estancar o pessimismo que tomou conta do mercado, refletido nas quedas recentes da Bolsa de Valores. O núcleo do governo debate como controlar a trajetória da dívida sem descumprir as promessas sociais que elegeram a atual gestão. Contudo, há divergências internas sobre a melhor fórmula para alcançar esse equilíbrio.

De um lado, a equipe do Planejamento e da Fazenda defende um freio mais claro nas despesas públicas para recuperar a credibilidade junto aos investidores. De outro, Guido Mantega lidera uma corrente que minimiza o peso dos cortes de gastos. Para o ex-ministro, o verdadeiro vilão do equilíbrio fiscal são os juros elevados, que encarecem o custo de carregamento da dívida. Mantega argumenta que a saída estrutural deve focar no estímulo ao crescimento econômico e em investimentos produtivos.

Diante do clima de incerteza, boatos de que o governo poderia adotar medidas heterodoxas começaram a circular nos bastidores de Brasília. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, agiu rapidamente para conter os rumores e negou categoricamente qualquer possibilidade de intervenção artificial ou tabelamento da taxa Selic. Como alternativa de receita, o governo estuda acelerar planos para atrair capital estrangeiro focado em setores estratégicos, como energia limpa e mineração de terras raras.

Próximo governo

A reunião ocorre também durante as articulações para a composição da equipe econômica do próximo mandato. Lula ainda não anunciou quem ocupará os principais cargos da área econômica a partir de 2027.

Fernando Haddad deixou o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo, enquanto Dario Durigan assumiu a pasta. Os dois foram chamados para a conversa com o presidente, o que mantém em evidência a participação de ambos nas discussões sobre a política econômica.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), também é citado entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo, mas não aparece entre os participantes mencionados para a reunião desta quinta-feira.

Até o momento, não houve anúncio de decisões sobre mudanças na política econômica ou indicações para o próximo ministério.

Fonte: Revista Fórum



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