ELEIÇÕES 2026
Da Redação
23 de outubro de 2026 às 15:05 ▪ Atualizado há 48 minutos
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta sexta-feira (23) que o canal “Exército do Lula”, criado por ele no WhatsApp para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá ser retirado do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A possível suspensão ocorreria às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e do último debate entre os candidatos, previsto para esta noite na TV Globo.
Com 8,8 milhões de seguidores, o canal é utilizado para divulgar orientações e mobilizar apoiadores da campanha petista nas redes sociais. Segundo Janones, ele está em contato com advogados para tentar evitar uma nova interrupção do serviço.
“Nosso canal deverá sair do ar ainda hoje, próximo ao horário do debate na Rede Globo, por decisão do TSE. Com isso, o resultado de domingo volta a ser incerto”, escreveu o parlamentar.
Janones também afirmou que a disputa judicial tem prejudicado a organização das ações de mobilização.
“O tempo que a gente deveria estar com a energia toda aqui no canal, mobilizando, mandando tarefa, eu tô tratando disso”, declarou.
O deputado pediu que os seguidores se manifestem caso o canal seja retirado do ar, mas orientou que os protestos ocorram sem ataques pessoais. Nas redes sociais, apoiadores do presidente passaram a utilizar hashtags como #CensuraNaoTSE e #ExercitoDoLulaCensurado.
Lula pede que canal alcance 10 milhões de seguidores
Na manhã desta sexta-feira, Lula publicou um vídeo convocando apoiadores a ampliar a mobilização digital. O presidente estabeleceu como meta alcançar 10 milhões de seguidores no canal até o fim do debate.
“Quero ver se a gente chega, depois do debate, a 10 milhões de soldados. Vai ser o maior exército do mundo, e eu preciso de vocês”, afirmou.
A iniciativa faz parte da estratégia de mobilização digital da campanha petista na reta final da disputa presidencial.
Campanha de Flávio Bolsonaro questiona canal
A disputa judicial começou após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo UOL, os representantes do candidato acusam o “Exército do Lula” de coordenar ações para influenciar resultados de buscas no Google e ampliar a circulação de hashtags nas redes sociais.
Em decisão recente, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, concedeu prazo de 24 horas para que Meta, Google e X prestassem esclarecimentos sobre possíveis ações coordenadas relacionadas ao canal, incluindo padrões de engajamento e suspeitas de amplificação artificial de publicações.
As suspeitas e acusações ainda precisam ser avaliadas no âmbito da Justiça Eleitoral. A existência de questionamentos judiciais, por si só, não comprova irregularidades por parte dos responsáveis pelo canal.
Canal de Flávio também mobiliza apoiadores
A campanha de Flávio Bolsonaro também mantém uma estrutura de mobilização pelo WhatsApp. O canal “Tropa do Flávio”, criado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), reúne cerca de 2,1 milhões de seguidores, segundo os números citados na reportagem original.
O “Exército do Lula” já havia enfrentado duas suspensões atribuídas a decisões do ministro Nunes Marques. A primeira ocorreu em 11 de outubro e foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, relator do processo. Uma segunda interrupção também acabou revertida após a regularização do canal junto à Justiça Eleitoral.
Até o momento, a possibilidade de uma nova suspensão é apresentada por Janones como uma medida iminente. O alcance e os efeitos de eventual decisão sobre o funcionamento do canal dependem dos desdobramentos judiciais.
Fonte: ICL Notícias
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