Política

TARIFA ZERO

Governo propõe zerar tarifa de transporte nos fins de semana

PEC destina 26,8% de emendas para financiar tarifa zero em transporte coletivo.

Teresinha Ferreira

21 de outubro de 2026 às 13:49 ▪ Atualizado há 39 minutos

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  • O governo federal propôs uma emenda à Constituição para viabilizar tarifa zero no transporte público urbano aos finais de semana e feriados.
  • A proposta se destina a utilizar 26,8% das emendas parlamentares anuais para este fim.
  • Estima-se que R$ 11,2 bilhões das emendas sejam aplicados na gratuidade do transporte, conforme o PLOA de 2027.
  • O objetivo é ampliar o acesso a serviços essenciais e reduzir custos para a população.
  • O presidente Lula destacou a importância da proposta para trabalhadores que gastam muito com transporte.
  • A proposta entrará em vigor a partir de 2027 sem alterar a despesa primária ou a meta de resultado primário.

Agência Brasil Tarifa Zero
Tarifa Zero

O governo federal enviou uma proposta de emenda à Constituição ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (21), para custear a gratuidade no transporte público coletivo urbano. A medida visa alcançar tarifa zero aos fins de semana e feriados.

O texto prevê a destinação de 26,8% das programações anuais de execução obrigatória, oriundas de emendas parlamentares individuais e de bancada, para este fim. Os recursos serão obrigatoriamente transferidos aos entes responsáveis pelos serviços de transporte coletivo.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas, dos quais cerca de R$ 11,2 bilhões seriam usados para a gratuidade do transporte. Esta medida busca ampliar o acesso a serviços essenciais, cultura e lazer, reduzindo o impacto dos custos das tarifas.

Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a iniciativa como crucial. "É uma obsessão de muitos que trabalham desde cedo e gastam uma parte considerável do salário com transporte", afirmou.

Conforme a Secom, os efeitos da proposta começarão a partir de 2027, sem aumentar a despesa primária ou afetar a meta de resultado primário, já que utiliza recursos de emendas impositivas já previstas na Constituição.

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Fonte: Agência Brasil