CRIME ELEITORAL
Da Redação
25 de outubro de 2026 às 14:54 ▪ Atualizado há 1 hora
O deputado estadual Fábio Novo (PT) denunciou, neste domingo (25), a circulação de menos da metade da frota de ônibus de Teresina durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a redução compromete o deslocamento dos eleitores até os locais de votação e anunciou que sua assessoria jurídica acionaria a Justiça Eleitoral para exigir o reforço do transporte público.
Segundo Fábio Novo, a informação foi confirmada pelo superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), Weldon Bandeira, e por Adriano, responsável pela área de transportes da fiscalização.
“Isso é inadmissível”, declarou o parlamentar, ao comparar a operação deste domingo com a dos dias úteis, quando, segundo ele, Teresina conta com uma frota de 200 a 230 ônibus.
Fábio Novo citou a Resolução nº 23.751 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que a norma determina tratamento equivalente ao de um dia útil para o transporte público na data da votação. Com base nesse entendimento, classificou a situação como crime eleitoral e disse que sua assessoria jurídica já trabalhava para levar o caso ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).
No vídeo, o deputado afirmou que a medida judicial buscaria garantir a circulação de, no mínimo, 200 ônibus durante a tarde deste domingo, para facilitar o deslocamento dos eleitores.
Além da iniciativa jurídica, Fábio Novo fez um apelo à população para organizar uma força-tarefa de transporte de pessoas que enfrentem dificuldades para chegar às seções eleitorais.
“Vamos fazer uma força-tarefa para levar as pessoas para votarem, votar em quem quiser, independente de que seja Lula, de que seja Flávio Bolsonaro, de quem quer que seja”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que o acesso ao transporte não deve depender da preferência política do eleitor e defendeu que o poder público assegure condições para o exercício do voto.
Transporte público no dia da eleição
A denúncia coloca em discussão a oferta de transporte coletivo em Teresina durante o segundo turno, quando eleitores precisam se deslocar até os locais de votação.
Fábio Novo sustenta que a frota reduzida pode dificultar esse deslocamento e cobra providências para ampliar a circulação dos veículos ainda neste domingo.
A eventual caracterização de crime eleitoral depende da análise das circunstâncias e do enquadramento jurídico pelas autoridades competentes.
Fonte: Redes sociais
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