REAÇÃO
Da Redação
26 de abril de 2026 às 19:18 ▪ Atualizado há 4 horas
O presidente estadual do PT e deputado estadual Fábio Novo utilizou suas redes sociais neste domingo (26) para se manifestar e fazer duras críticas aos opositores que tentaram impedir a realização do show do DJ Alok em Teresina, ocorrido no sábado (25). Em uma série de publicações, o parlamentar classificou os críticos como “extremistas de direita” e “bolsonaristas”, afirmando que eles possuem “complexo de vira-latas” e “espírito da pobreza”.
“O belo, o bom e o melhor DJ deve ser de todos! E por que Teresina não pode abrir a turnê do Alok? Os contras e os complexos de vira-latas, durante 200 anos, incutiram em nós o espírito da pobreza e da inferioridade”, disparou o deputado.
A fala de Fábio Novo ocorre em meio à polarização política em torno do evento, que contou com recursos públicos e foi alvo de questionamentos judiciais. Segundo o deputado, foi necessária uma “batalha judicial” para que a população pudesse ter “um momento de felicidade”.
Em suas declarações, Fábio Novo fez uma indireta ao vereador Pedro Alcântara, sem citá-lo nominalmente. O deputado afirmou que, após a Justiça liberar a realização do show, a oposição “mandou seu corvo desejar um temporal”.
“E depois que a justiça liberou, mandou seu corvo desejar um temporal. E o povo que merece ser feliz foi com chuva! Foi lindo!”, escreveu o deputado, referindo-se à chuva que caiu durante a apresentação, mas que não dispersou o público.
O fim do Corso e do Carnaval
Um dos pontos centrais da crítica de Fábio Novo foi a acusação de que os mesmos grupos que tentaram boicotar o show de Alok são responsáveis pelo cancelamento de tradições culturais seculares em Teresina. O deputado lembrou que o Corso de Teresina, já reconhecido pelo Guinness Book como o maior desfile de carros abertos do mundo, foi cancelado.
“Eles acabaram com o corso, que já foi o maior do mundo! Acabaram com as escolas de samba e o carnaval de Teresina!”, afirmou Fábio, referindo-se à administração municipal.
Os dados da realidade confirmam a fala do parlamentar. O Corso não foi realizado pelo segundo ano consecutivo em 2026. O prefeito Silvio Mendes justificou a decisão pela “falta de verba”. Além disso, historicamente, as escolas de samba de Teresina perderam força a partir dos anos 80 e 90, quando houve a interrupção do repasse financeiro da Prefeitura.
Fábio Novo traçou um paralelo entre a oposição cultural e o atraso econômico do estado. Ele afirmou que o “status quo” que tentou barrar o show é o mesmo que manteve o Piauí na condição de estado mais pobre do Brasil no passado.
“Esse status quo, até 2003, fez do Piauí o mais pobre, com 1/3 do seu povo sem energia, sem escola de ensino médio e sem estradas. […] Já melhorou e muito! A luz, a escola e a estrada já chegaram para todos. Deixamos de ser os últimos e saltamos 10 posições em renda”, declarou.
O deputado finalizou sua crítica destacando a suposta hipocrisia da elite local:
“A extrema-direita que agourou o Alok para todos curte festas privadas e milionárias. Lançam seus candidatos sem o povo e nas mansões da zona leste. Não vi o filho do carroceiro ontem defendendo os barraqueiros, salões de beleza, taxistas e quem faz Uber! Torcia para dar errado!”
Fonte: Fábio Novo
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