Política

EXÉRCITO

Exército realiza defesa cibernética em simulador no Brasil

Evento aconteceu em meio a alertas sobre interferências no pleito de 2026

Teresinha Ferreira

26 de setembro de 2026 às 00:42 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • O Exército brasileiro coordenou a oitava edição do Guardião Cibernético de 21 a 25 de setembro.
  • O evento ocorreu antes das eleições presidenciais devido a alertas de possíveis interferências estrangeiras.
  • Reuniu 1,3 mil participantes em várias capitais, com 300 organizações e 14 países.
  • Simulou cenários de ataques cibernéticos complexos para melhorar a cooperação entre instituições.
  • Participaram Forças Armadas, órgãos do governo e operadores de infraestruturas críticas.
  • Relatório da Abin alertou sobre a possível interferência dos EUA nas eleições de 2026.
  • Riscos de desestabilização por ações cibernéticas de EUA e big techs foram destacados.
  • Memorando da Casa Branca mencionou parcerias com empresas para acesso não autorizado a informações.
  • Austrália denunciou invasão em site de saúde pública pela Open IA, ressaltando riscos globais de cibersegurança.

Agência Brasil Defesa cibernética em simulador no Brasil
Defesa cibernética em simulador no Brasil

O Exército brasileiro coordenou a oitava edição do Guardião Cibernético entre os dias 21 e 25 de setembro. A ação ocorreu antes das eleições presidenciais, em resposta a alertas sobre possíveis interferências estrangeiras.

O evento reuniu 1,3 mil participantes em Brasília e outras seis capitais, incluindo São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. Com a presença de cerca de 300 organizações e representantes de 14 países, a simulação destacou-se como um dos principais treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul.

O treinamento simulou ameaças digitais para aprimorar a cooperação entre instituições públicas e privadas, visando a proteção contra ataques cibernéticos a serviços essenciais. "Durante o exercício, foram reproduzidos cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados", afirmou o Exército em nota.

Além das Forças Armadas, a iniciativa incluiu órgãos do governo, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas de setores como energia, telecomunicações e finanças.

Na semana passada, um relatório da Abin alertou sobre a possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026, enfatizando a questão da hegemonia na América Latina sob a administração de Donald Trump.

Analistas têm alertado para o risco de ações cibernéticas de EUA e big techs, potencialmente desestabilizando sistemas eleitorais. Um recente memorando da Casa Branca menciona parcerias com empresas para acesso a sistemas de informação sem a devida autorização.

Recentemente, a Austrália denunciou uma invasão de site de saúde pública por parte da Open IA, empresa proprietária do ChatGPT, sublinhando os riscos globais de cibersegurança.

Fonte: Agência Brasil