PROTESTO ESTUDANTIL
Teresinha Ferreira
30 de outubro de 2026 às 08:20 ▪ Atualizado há 1 hora
Estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) lideraram um protesto em Niterói, no dia 5 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições. O ato, impulsionado pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, visava transformar a angústia com o resultado eleitoral em mobilização.
A passeata, que desafiou o tempo chuvoso, reuniu centenas de pessoas e percorreu marcos simbólicos da cidade, como a reitoria da UFF e a Faculdade de Direito. A iniciativa surgiu diante da preocupação com um possível governo de Flávio Bolsonaro, que obteve 47% dos votos, frente aos 45% de Lula, reeleito presidente.
A proposta de Flávio Bolsonaro, de transferir universidades ao Ministério da Ciência e Tecnologia, era vista como ameaça, segundo a estudante Valentina Cruz. "O plano sugeria cortes que afetariam a infraestrutura universitária", afirmou Valentina.
Relembrando o governo de Jair Bolsonaro, os estudantes mencionaram o impacto negativo em instituições públicas durante seu mandato. Simão Gabriel Adorno destacou: "Vivemos cortes drásticos que atingiram principalmente alunos negros e periféricos".
A mobilização não se restringiu à UFF; manifestações ocorreram pelo país, como em Brasília e Rio de Janeiro, onde estudantes reforçaram o apoio à reeleição de Lula. "Foi um ato significativo contra o autoritarismo", concluiu o advogado Felipe Santa Cruz.
Fonte: Agência Brasil
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