Política

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Cury, Renan, Caiado e Zema vão apoiar Lula ou Flávio no 2° turno?

Zema declarou oposição ao PT, Caiado adiou decisão e Cury e Renan Santos não apoiaram nenhum dos finalistas

Da Redação

05 de outubro de 2026 às 13:34 ▪ Atualizado há 52 minutos


Foto: Reprodução Candidatos à Presidência nas eleições de 2026.
Candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

Com o fim do primeiro turno da eleição presidencial, os candidatos que ficaram fora da disputa passaram a definir como irão se posicionar diante do confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As manifestações foram diferentes: enquanto Romeu Zema (Novo) declarou oposição ao PT, Ronaldo Caiado (PSD) decidiu consultar a direção nacional do partido antes de anunciar uma posição. Já Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) descartaram declarar apoio formal a qualquer um dos dois candidatos.

Zema declara oposição ao PT

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, foi direto ao comentar o resultado eleitoral e afirmou que estará contra o Partido dos Trabalhadores sempre que houver um candidato da sigla no segundo turno.

“Onde tivermos PT no segundo turno, estarei contra o PT”, declarou após a apuração.

Com 99,99% das urnas apuradas, Zema havia recebido 0,27% dos votos. Mesmo com a baixa votação na disputa presidencial, o candidato comemorou o desempenho do Novo e afirmou que o partido cumpriu os requisitos da cláusula de barreira após eleger três senadores e pelo menos oito deputados federais.

O ex-governador também se tornou alvo de uma apuração do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por ter entrado com um celular na cabine de votação. Zema negou ter utilizado o aparelho e afirmou que levou apenas uma anotação em papel.

Caiado ainda não escolheu lado

Ronaldo Caiado terminou a eleição sem avançar para o segundo turno e, por enquanto, não declarou apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Goiás afirmou que conversará primeiro com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Segundo Caiado, a decisão será tomada após o diálogo com a direção da legenda. Ele afirmou que pretende manter coerência política, mas preferiu não antecipar seu posicionamento.

Ao avaliar a própria campanha, o candidato resumiu o resultado com a frase: “não venci, mas caí de pé”. Caiado também criticou a ausência de debates durante a corrida eleitoral.

Apesar da derrota, ele afirmou que continuará atuando na política e pretende trabalhar em favor do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), da senadora eleita Gracinha Caiado e de outros nomes de sua base no estado.

Cury veta apoio em seu nome

Terceiro colocado na eleição, Augusto Cury recebeu 3.429.197 votos, o equivalente a 2,89% do total. Após a confirmação do segundo turno, ele parabenizou Lula e Flávio Bolsonaro, mas deixou claro que não pretende apoiar nenhum dos dois.

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno. Ninguém está autorizado a, em meu nome, pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos”, afirmou.

Cury também declarou que não pretende seguir carreira política e defendeu propostas como o fim da reeleição para presidente, mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a implantação do semipresidencialismo.

Renan Santos libera eleitores

Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), terminou a disputa em quarto lugar, com 2.656.451 votos, ou 2,24%.

O candidato avaliou o desempenho como negativo e afirmou que o Missão não deverá atingir a cláusula de barreira. Renan não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro e liberou seus apoiadores para escolherem livremente no segundo turno.

Ao mesmo tempo, fez uma avaliação sobre o cenário da direita brasileira e afirmou: “não há direita no Brasil sem Bolsonaro”.

Com os quatro posicionamentos, a disputa para o segundo turno começa sem uma adesão conjunta dos candidatos derrotados. As decisões de cada grupo podem influenciar parte do eleitorado que votou nas candidaturas que ficaram pelo caminho no primeiro turno.

Fonte: Diario do Centro do Mundo (DCM)