SEGURANÇA PÚBLICA
Da Redação
05 de novembro de 2026 às 09:22 ▪ Atualizado há 35 minutos
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a redução da maioridade penal não deve ser tratada como a principal resposta para o enfrentamento da criminalidade no Brasil. Em entrevista ao SBT News, ele classificou o tema como uma questão mais ligada ao campo moral do que à estratégia de combate ao crime organizado.
A declaração foi dada durante a discussão sobre a possibilidade de reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização penal. Para Chico Lucas, a participação de adolescentes em atividades criminosas não significa, necessariamente, que eles ocupem posições de comando nas organizações.
“Os crimes cometidos por menores, em sua grande maioria, são comuns, avulsos. E quando eles estão no contexto de uma criminalidade violenta, não estão como líderes, mas como soldados do crime organizado. O problema da maioridade penal está em outra caixinha”, afirmou.
O secretário também disse concordar com a posição defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a qual uma eventual redução da maioridade penal para 16 anos deveria ser limitada à prática de crimes hediondos, como estupro, feminicídio e homicídio qualificado.
PEC da Segurança Pública
Chico Lucas também comentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca ampliar a coordenação do governo federal nas políticas de enfrentamento à criminalidade.
Na avaliação do secretário, a proposta permitirá uma atuação mais integrada entre União, estados e municípios, com ações voltadas ao combate ao crime organizado.
Entre as estratégias mencionadas estão o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, o enfrentamento à corrupção policial e a investigação de crimes praticados por pessoas que ocupam posições de poder econômico e político.
O secretário destacou ainda o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a ampliação das competências da União. Segundo ele, a medida poderá reduzir dificuldades de articulação entre os governos estaduais e federal, inclusive aquelas provocadas por divergências políticas.
Veja a entrevista completa:
Fonte: SBT NEWS
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