Política

ALERTA SOBRE IA

CGI.br alerta sobre IA e vídeos falsos na ameaça à democracia

Guia destaca a crescente influência de IA e desinformação nas eleições atuais.

Teresinha Ferreira

23 de setembro de 2026 às 00:56 ▪ Atualizado há 45 minutos

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  • Vídeos falsos criados por IA e informações de baixa qualidade são agora as principais ameaças digitais às eleições.
  • O Guia Internet, Democracia e Eleições do CGI.br destaca a transição de plataformas abertas para mais restritas como WhatsApp desde 2018.
  • Vídeos, acompanhados de textos curtos, são os principais vetores de desinformação.
  • Ferramentas de IA generativa influenciaram as eleições de 2022 e terão impacto futuro.
  • O estudo examina deepfakes e sistemas de recomendação de conteúdo.
  • O papel dos influenciadores digitais, que não seguem um código de ética como no jornalismo, é discutido.
  • Deepfakes mais realistas ameaçam enganar eleitores experientes.
  • A polarização e a perda de confiança nas instituições reforçam a "racionalidade motivada", onde fatos contrários às crenças são rejeitados.

Agência Brasil Eleição 2026
Eleição 2026

Vídeos falsos criados por inteligência artificial e informações de baixa qualidade ultrapassaram as fake news tradicionais como a principal ameaça digital às eleições e à democracia. A constatação é feita pelo Guia Internet, Democracia e Eleições, publicado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) nesta terça-feira (22).

O documento aponta que, desde 2018, houve uma transição de redes abertas como o Facebook para plataformas mais restritas, como o WhatsApp, como principais canais de disseminação de informações.

Especialistas identificaram uma disseminação mais ampla de desinformação, com múltiplas plataformas envolvidas. "O formato de vídeo tornou-se o principal vetor, frequentemente acompanhado de um texto curto que âncora e legitima a narrativa falsa", afirma o guia.

As recentes ferramentas de inteligência artificial generativa já tiveram impacto nas eleições de 2022 e prometem influenciar ainda mais este ano. Renata Mielli, coordenadora do CGI.br, ressalta a importância de compreender o funcionamento dessas plataformas, que são regidas por interesses econômicos, não públicos.

O guia, disponível no site do CGI.br, discute sistemas de recomendação de conteúdo, deepfakes e a influência da IA nas eleições. Oferece diretrizes para combater a desinformação e orienta os cidadãos a evitar propagação de conteúdos falsos.

O estudo ainda destaca o papel dos influenciadores digitais, que, ao contrário do jornalismo, não seguem um código de ética e não assumem responsabilidade por erros ou imprecisões.

A preocupação com deepfakes cresce à medida que seu nível de realismo aumenta, ameaçando enganar até mesmo os eleitores mais experientes e fomentando desconfiança generalizada nas informações verificadas.

O Guia alerta que a perda de confiança nas instituições e a polarização reforçam a "racionalidade motivada", onde as pessoas rejeitam fatos que contradizem suas crenças.

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Fonte: Agência Brasil