Política

CAMPANHA CONTRA ASSEDIO ELEITORAL

Campanha incentiva domésticas a denunciarem assédio eleitoral

Federação e ONG lançam ação para combater pressões de patrões nas eleições

Teresinha Ferreira

23 de outubro de 2026 às 07:51 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • Leandra Lacerda, com 40 anos de experiência como empregada doméstica, enfrentou pressões eleitorais de patrões.
  • Ela relata casos de coerção, como ser obrigada a votar em candidatos escolhidos por seus empregadores.
  • Agora na Fenatrad, Leandra promove denúncias contra violações de direitos e assédio eleitoral.
  • A campanha "Não passaremos pano" destaca as violências sofridas por trabalhadoras domésticas.
  • Assédio eleitoral envolve pressões dos empregadores sobre funcionários para influenciar o voto.
  • Tais casos podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho, que garante sigilo.
  • Jéssica Miranda da Themis afirma que empregadas domésticas são especialmente vulneráveis a tais assédios.
  • Maria das Graças dos Santos, 64 anos, reforça a importância de uma votação livre.
  • A Lei 9.029/1995 protege contra discriminação e pode ser acionada para proteção das vítimas.

Agência Brasil Assédio eleitoral
Assédio eleitoral

Leandra Lacerda, empregada doméstica há quatro décadas, relata pressões constantes de patrões durante períodos eleitorais. As intimidações variam desde gritos até coações explícitas.

"Trabalhei em uma casa onde a empregadora me obrigava a votar em seu candidato", recorda. Acostumada a enfrentar essas situações, Leandra decidiu não se calar.

Atualmente, como secretária de comunicação da Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), ela incentiva denúncias contra violações de direitos, inclusive assédio eleitoral.

Em parceria com a Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, a Fenatrad lançou a campanha "Não passaremos pano". A ação visa destacar as diversas formas de violência enfrentadas por trabalhadoras domésticas no Brasil.

Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho, Igor Sousa Gonçalves, assédio eleitoral ocorre quando empregadores pressionam funcionários a votar em determinados candidatos, ameaçando demissão ou oferecendo benefícios.

Denúncias podem ser feitas ao Ministério Público do Trabalho, com garantias de sigilo.

Jéssica Miranda, diretora da Themis, destaca que o assédio é grave no serviço doméstico, dado o isolamento e vulnerabilidade dessas trabalhadoras.

Histórias como a de Maria das Graças dos Santos, de 64 anos, mostram a força das pressões, muitas vezes invisíveis. "Devemos votar livremente", defende.

O procurador Gonçalves reitera que o MPT tem ferramentas para investigar essas denúncias e proteger as vítimas. Ele destaca que a Lei 9.029/1995 protege trabalhadores contra diferentes formas de discriminação.

Fonte: Agência Brasil



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