ELEIÇÕES 2026
Por Redação
22 de outubro de 2026 às 14:52 ▪ Atualizado há 39 minutos
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que autorizam a abertura de sigilos bancários, fiscais e eletrônicos do petista, de familiares e de alguns assessores. Já a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda não havia apresentado a documentação até o momento da publicação, embora tenha afirmado que cumprirá o compromisso até as 23h59 desta quinta-feira.
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, representante da campanha de Flávio, compareceu ao TSE sem os documentos. Ela justificou que ainda precisava preparar procurações para autorizar a liberação de determinadas informações.
“Tudo aquilo que foi pedido a campanha de Flávio vai oferecer, não há nenhuma possibilidade de recuo. Se ele [Lula] trouxe verdadeiramente os documentos aqui, nós também vamos trazer, imediatamente, se a gente confirmar que tudo o que pedimos eles trouxeram”, declarou a advogada.
Bucchianeri também informou que o ex-deputado Deltan Dallagnol será responsável por analisar o material apresentado pela campanha petista.
Lula autorizou abertura de sigilos dos últimos oito anos
A iniciativa dá continuidade ao desafio lançado por Lula durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, o presidente propôs a abertura de informações sigilosas, e Flávio apresentou 19 exigências para autorizar a divulgação de seus próprios dados. Lula concordou com os pedidos.
A campanha petista protocolou documentos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF) autorizando a liberação de informações bancárias, fiscais e eletrônicas referentes aos últimos oito anos. A autorização também abrange dados de familiares, incluindo os filhos do presidente e a primeira-dama Janja da Silva.
Além disso, Lula solicitou a abertura dos sigilos de Flávio Bolsonaro, da esposa do senador, dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro, e de Rogéria Bolsonaro, mãe do parlamentar. O pedido também inclui pelo menos cinco empresas registradas em nome do candidato do PL.
Ministro do STF foi sorteado para relatar o caso
O processo chegou ao Judiciário por meio de uma petição apresentada pela campanha de Lula. Na terça-feira (20), o ministro André Mendonça foi sorteado para relatar o caso.
A expectativa é que as duas campanhas autorizem a abertura das informações solicitadas, permitindo que os documentos sejam analisados de forma conjunta.
Até a atualização da reportagem da CartaCapital, porém, somente a equipe de Lula havia entregado a documentação necessária. A representante de Flávio afirmou que a campanha não recuará do compromisso e que pretende protocolar os documentos dentro do prazo estabelecido.
A movimentação ocorre a três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e amplia o embate entre os candidatos na reta final da disputa.
Fonte: CartaCapital
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