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CORRUPÇÃO

Vereador preso pela PF em Teresina foi flagrado com R$ 43,7 mil e lista de eleitores

Valdemir Virgino foi preso em clínica na zona Norte de Teresina; policiais encontraram dinheiro, listas com nomes de eleitores e material de campanha

Da Redação

04 de outubro de 2026 às 10:02 ▪ Atualizado há 4 minutos

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  • Valdemir Sivirino Virgino, vereador de Teresina, foi preso pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos.
  • A PF apreendeu R$ 43.700, envelopes com anotações de nomes e outros materiais de propaganda eleitoral.
  • A prisão ocorreu em uma clínica no bairro Marquês, onde havia um fluxo intenso de pessoas suspeito para um dia de eleição.
  • Dinheiro e material de campanha foram encontrados com Raimundo Nonato e outros indivíduos.
  • Valdemir Virgino e Renato Lucas foram identificados como coordenadores das atividades.
  • 18 pessoas foram presas; 16 pagaram fiança. Valdemir e Renato foram autuados por crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.
  • As investigações continuam, com análise do material apreendido para esclarecer os fatos.

Arquivo PF/ Montagem Piauí Hoje Polícia Federal aprendeu R$ 43 mil que seriam usados para compra de votos em Teresina
Polícia Federal aprendeu R$ 43 mil que seriam usados para compra de votos em Teresina

O vereador de Teresina Valdemir Sivirino Virgino (PRD) foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesse sábado (3), em uma clínica no bairro Marquês, na zona Norte de Teresina, durante uma investigação sobre suspeita de compra de votos nas eleições deste ano.

Segundo o auto de prisão em flagrante, ao qual o Portal Piauí Hoje teve acesso, a PF apreendeu R$ 43.700 em espécie, além de envelopes com anotações de nomes, números de telefone e valores, listas de pessoas e material de propaganda eleitoral.

De acordo com o documento, os policiais realizavam vigilância nas proximidades da Clínica Integrar quando observaram um intenso fluxo de pessoas entrando e saindo do imóvel. Algumas carregavam sacolas plásticas escuras.

A movimentação chamou a atenção dos policiais, que consideraram o fluxo incompatível com o funcionamento habitual de uma clínica médica ou psicológica em pleno dia de eleição.

R$ 12 mil estavam em envelope

Durante a abordagem, os policiais interceptaram Rafael Ruanderson Matos da Silva e Raimundo Nonato da Silva, que haviam acabado de deixar o local.

Com Raimundo Nonato, segundo a PF, foram encontradas seis sacolas com material de propaganda de um candidato a deputado estadual. Ele também carregava um envelope pardo com a anotação “Poty Velho Raimundinho 60 x 200” e R$ 12 mil em espécie.

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Ainda conforme o relato policial, Raimundo Nonato afirmou que o dinheiro seria utilizado para pagar pessoas que haviam trabalhado na campanha eleitoral.

A declaração passou a ser considerada pela PF como um dos elementos que indicariam a circulação de dinheiro relacionado à atividade eleitoral dentro da clínica.

Dinheiro e listas com nomes de eleitores

Após entrarem no imóvel, os policiais encontraram diversos envelopes com anotações manuscritas, contendo nomes, números de telefone e valores em dinheiro.

Também foram apreendidos materiais de campanha de candidatos ao Senado e de um deputado federal. 

Ainda segundo o auto, havia várias pessoas aguardando atendimento ou sendo chamadas no interior da clínica, enquanto os policiais encontraram dinheiro em espécie e registros de valores.

Vereador estava com mochila de dinheiro, diz PF

No local estavam o vereador Valdemir Virgino e Renato Lucas Vieira da Silva. Segundo os policiais responsáveis pela ocorrência, os dois estariam atuando diretamente na coordenação das atividades realizadas na clínica.

O documento afirma ainda que Valdemir portava uma mochila contendo maços de dinheiro e diversos envelopes com numerário.

Para a Polícia Federal, a combinação dos elementos encontrados — dinheiro em espécie, envelopes com valores e identificação de pessoas, material de campanha e a movimentação de pessoas no imóvel — aponta para suspeitas de oferta, promessa ou entrega de vantagem econômica relacionada à obtenção de votos.

A conduta é investigada com base no artigo 299 do Código Eleitoral, que trata da corrupção eleitoral.1791120211023.jpg

PF aponta atuação coordenada

No caso específico de Valdemir Virgino e Renato Lucas, a PF afirma que os indícios encontrados ultrapassariam a condição de pessoas que apenas receberiam ou entregariam pagamentos.

Segundo o auto, os dois estavam no que os policiais classificaram como “núcleo central” da atividade investigada, em um ambiente onde havia dinheiro fracionado, registros de valores, listas de pessoas e propaganda eleitoral.

A PF aponta ainda indícios de uma estrutura organizada para captação, distribuição, transporte, entrega e recebimento de vantagens relacionadas à campanha eleitoral.

As conclusões apresentadas no documento fazem parte da investigação e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

18 pessoas foram presas e 16 pagaram fiança

Ao todo, 18 pessoas foram presas em flagrante durante a ação. Dessas, 16 foram autuadas por corrupção eleitoral, pagaram fiança de R$ 550 e foram liberados. 

Já Valdemir e Renato foram autuados pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa. Eles devem passar por audiência de custódia neste domingo (4). 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que o material apreendido será analisado para esclarecer os fatos, identificar a participação individual dos envolvidos e verificar a eventual existência de outras pessoas relacionadas ao caso.

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