FEMINICÍDIO
Da Redação
03 de novembro de 2026 às 08:30 ▪ Atualizado há 42 minutos
Eliane da Silva Santos, de 38 anos, foi morta a tiros dentro de casa, na manhã de segunda-feira (2), no Conjunto Edgar Gayoso, na zona Norte de Teresina. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, Fabrício Santos Silva, que foi localizado e preso pela Polícia Militar horas depois, no município de José de Freitas, no Norte do Piauí.
Segundo o delegado Francisco Costa, conhecido como Baretta, após atirar contra Eliane, o homem saiu da residência armado e teria confessado o crime a uma vizinha. De acordo com o relato policial, ele disse que havia tirado a própria vida e a da mulher, pediu que a vizinha acionasse a polícia e fugiu em uma motocicleta.
De acordo com as investigações, Fabrício e Eliane viveram juntos por aproximadamente dez anos e tinham uma filha de 10 anos. O casal estava separado havia 15 dias, período em que o suspeito passou a morar com a mãe, em José de Freitas.
Conforme o delegado Bruno Ursulino, os dois vinham enfrentando conflitos, motivados, segundo a investigação, pela desconfiança do homem de que Eliane estaria se relacionando com outra pessoa. As discussões teriam evoluído para agressões físicas, e um boletim de ocorrência foi registrado.
Após os episódios, a Justiça determinou o afastamento do suspeito da residência da vítima. Mesmo com a medida, ele teria saído de José de Freitas na manhã do crime e seguido em direção a Teresina.
Homem teria tentado matar outra pessoa antes do feminicídio
A investigação aponta que, antes de ir à casa de Eliane, Fabrício procurou o homem que suspeitava manter um relacionamento com ela.
Segundo o delegado Bruno Ursulino, o suspeito aguardou nas proximidades da residência dessa pessoa e, quando ela apareceu, efetuou um disparo de arma de fogo. O homem acredita que não conseguiu atingi-la.
Em seguida, Fabrício teria se dirigido à casa da ex-companheira e atirado contra ela. A polícia investiga os dois episódios, que podem resultar em responsabilização tanto pelo feminicídio quanto pela tentativa de homicídio.
A filha de Eliane, de um relacionamento anterior, também estaria na residência no momento do crime. A polícia informou que pretendia ouvi-la para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve outros crimes. A filha de 10 anos do casal ficou sob os cuidados da avó paterna, segundo informações divulgadas pela imprensa local.
Suspeito indicou onde deixou a arma
Depois do crime, Fabrício retornou a José de Freitas. Conforme a polícia, ele deixou a arma na casa da mãe e foi para um bar, onde permaneceu até a chegada dos policiais.
Ao ser abordado, o suspeito não teria oferecido resistência e informou aos agentes onde havia deixado a arma. Segundo o delegado Baretta, familiares também relataram que ele pediu que ninguém tocasse no armamento porque acreditava que a polícia chegaria em breve.
O homem foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Teresina, onde prestou esclarecimentos. O caso será investigado pela Delegacia de Feminicídio, responsável por reunir depoimentos, laudos e demais provas para o inquérito policial.
A investigação deverá esclarecer todos os detalhes do crime e subsidiar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.
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