COVID-19

Casos de Covid-19 crescem no Piauí e especialista reforça importância do isolamento social

Ainda não existem tratamentos ou vacina para doença. Números no Piauí continuam a crescer à medida que o isolamento social diminui,


Coronavirus

Coronavirus Foto: @Reuters/Lindsey Wasson/Direitos reservados

Com o início do mês de maio, o estado do Piauí continua registrando aumento na quantidade de casos comprovados para infecção pelo novo coronavírus. Segundo o último boletim epidemiológico da Covid-19 no Piauí, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o estado está com 90 municípios com casos da doença, 1.332 casos confirmados dos quais 45 foram a óbito. Atualmente, o Piauí possui 299 pessoas internadas com a Covid-19 pelo estado, dos quais 200 estão em leitos clínicos, 98 em leitos de UTI e um em leito de estabilização.

O infectologista José Noronha, diretor do Hospital Natan Portella, destaca que, com base nos números atuais e na projeção de infecção da doença no estado, o isolamento social continua sendo a melhor medida que a população deve adotar para prevenir e enfrentar a infecção pelo novo coronavírus. “Sabemos que o isolamento vem afetando muito os cidadãos, tanto do ponto de vista econômico, como pessoal, pela falta de interação das pessoas entre si, mas é preciso ter em mente que essa ainda é a melhor medida para proteger a si mesmo e quem amamos”, aponta o médico.

Ele destaca que a onda crescente de casos é um alerta para reforçar ainda mais as medidas preventivas e de higiene. “A cada dia que passa, temos mais diagnósticos de novos casos. Quem acompanha as informações da Sesapi consegue perceber que, quanto mais o tempo passa, mais vem crescendo a nossa taxa de ocupação dos leitos de Terapia Intensiva para pacientes com síndrome respiratória aguda e que a taxa de crescimento dos novos casos é superior à quantidade de leitos de UTI que conseguimos aumentar na nossa rede”, analisa.

Noronha destaca que é preciso lembrar que os pacientes que precisarem dos leitos de UTI ficaram nestes leitos por um período prolongado e que, se muitos casos surgirem de uma só vez, o sistema pode entrar em colapso. “Mais uma vez, reforçamos que não existe um tratamento efetivo descrito em literatura, nem vacina. Sendo assim, o isolamento social é a melhor medida preventiva, além de hábitos de higiene que vêm sendo reforçados a todo o momento”, finaliza.

Fonte: CCOM

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