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MP investiga falta de medicamentos para paciente em Oeiras

Prefeitura informou que fornecimento começaria em 20 de agosto, mas Ministério Público abriu procedimento para verificar se medicamentos e insumos foram efetivamente entregues

Teresinha Ferreira

28 de agosto de 2026 às 12:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Ministério Público do Piauí abriu investigação sobre possível falta de medicamentos em Oeiras.
  • A 2ª Promotoria de Justiça de Oeiras conduz o procedimento, iniciado pela Portaria nº 193/2026.
  • A investigação começou após denúncia sobre a interrupção do fornecimento dos produtos a um paciente.
  • A Prefeitura havia comunicado que iniciaria o fornecimento em 20 de agosto de 2026.
  • O MPPI busca verificar se a entrega prometida foi realmente efetuada.
  • A Prefeitura tem 10 dias úteis para informar sobre o cumprimento da medida.
  • Documentação comprobatória será exigida se os medicamentos tiverem sido entregues.
  • Se não entregues, o município deve justificar e prever a regularização.
  • O Ministério Público avalia o acesso à assistência farmacêutica na região.

Divulgação Ministério Público abriu procedimento para verificar se Prefeitura de Oeiras realizou fornecimento de medicamentos e insumos a paciente.
Ministério Público abriu procedimento para verificar se Prefeitura de Oeiras realizou fornecimento de medicamentos e insumos a paciente.

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu um procedimento administrativo para apurar a possível falta de medicamentos e insumos essenciais destinados ao tratamento de um paciente no município de Oeiras, a 280 quilômetros de Teresina. A investigação está sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Oeiras e foi formalizada por meio da Portaria nº 193/2026, disponibilizada no Diário Eletrônico do Ministério Público na quinta-feira (27 de agosto). O procedimento teve origem em uma denúncia sobre a interrupção do fornecimento dos produtos necessários ao paciente, cuja identidade é preservada no processo.

Prefeitura havia indicado início do fornecimento em 20 de agosto

Um dos principais pontos que motivaram a nova atuação do Ministério Público é a necessidade de verificar se uma providência anteriormente anunciada pelo município foi realmente cumprida. De acordo com as informações do procedimento, a Prefeitura de Oeiras comunicou que o fornecimento dos medicamentos e insumos teria início em 20 de agosto de 2026. Como a data já passou, a Promotoria decidiu acompanhar o caso e exigir comprovação da entrega. 

A abertura do procedimento administrativo não significa que uma irregularidade por parte da Prefeitura já tenha sido comprovada. O objetivo do MPPI é justamente verificar se o paciente recebeu os medicamentos e insumos e, caso isso não tenha ocorrido, identificar os motivos.

Município terá 10 dias úteis para responder

O Ministério Público solicitou à Procuradoria-Geral do Município informações sobre o cumprimento da medida. A Prefeitura de Oeiras terá 10 dias úteis para informar se realizou o fornecimento.

Caso os medicamentos e insumos tenham sido entregues, o município deverá encaminhar documentação capaz de comprovar o atendimento, incluindo recibos, comprovantes de entrega, notas fiscais ou registros de dispensação. Se o fornecimento ainda não tiver sido realizado, a administração municipal deverá explicar as razões, informar as providências adotadas e indicar uma previsão para regularizar a situação.

Ministério Público acompanha acesso à assistência farmacêutica

O caso coloca em discussão a garantia da continuidade da assistência à saúde, especialmente quando o tratamento depende do fornecimento regular de medicamentos ou outros insumos. A atuação do Ministério Público ocorre justamente para verificar se a obrigação informada pelo município foi cumprida e assegurar a adoção das providências cabíveis caso seja constatada alguma pendência.

Após receber a manifestação da Prefeitura e analisar os documentos apresentados, a Promotoria poderá decidir sobre os próximos passos do procedimento.

A Prefeitura de Oeiras tem espaço aqui para sua manifestação.

Fonte: Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI)